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Além do agronegócio, que consolida cada vez mais sua importância na economia do Brasil, com impacto direto na geração de emprego e renda, o setor florestal do país também tem uma parcela significativa de contribuição para o desenvolvimento de nosso país em várias áreas estratégicas. Somos um dos maiores produtores mundiais de papel e celulose, responsável ainda pela exportação de madeira reconstituída com uso de modernas tecnologias.

Segundo a Indústria Brasileira de Árvores (IBA,2019), sob o aspecto econômico, a indústria de base florestal alcançou saldo na balança comercial de 2019 de US$ 10,3 bilhões, sendo o segundo melhor resultado dos últimos 10 anos. Somente as vendas para outros países representaram 4,3% das exportações do Brasil.

E quando falamos do aspecto social, os dados são ainda mais impactantes. O setor de árvores plantadas gera em torno de 3,75 milhões de empregos diretos, indiretos e resultantes do efeito-renda. Vale destacar ainda, neste cenário, projetos na ordem de R$ 35,5 bilhões, até 2023, que visam o aumento dos plantios, ampliação de fábricas e novas unidades.

Além do papel, celulose e madeira, o setor madeireiro é responsável por uma diversidade de produtos muito presentes no dia a dia do brasileiro, como painéis de madeira, pisos laminados, biomassa, carvão vegetal, móveis, além de produtos não madeireiros, como erva-mate, pinhão, mel, entre outros. Por conta disso, a profissão do Engenheiro Florestal assume papel de destaque para a sustentabilidade da produção e preservação do meio ambiente.

Com um campo de atuação profissional cada vez mais diversificado, os profissionais têm expertise para atuar na proteção e conservação de nascentes de rios; em soluções voltadas à crise hídrica; na produção de alimentos; na preservação de espécies ameaçadas de extinção, no reflorestamento, em análises de impacto e licenciamento ambiental, no desenvolvimento de tecnologia de produtos florestais.

São profissionais indispensáveis, por aliarem a produção à conservação de florestas e seus ecossistemas associados, assim como o cultivo e manejo de árvores, sejam elas nativas ou plantadas, e que, além da beleza cênica, são importantes componentes dos ecossistemas terrestres, com reflexos na regulação do clima, produção de água, pesquisas, lazer e turismo, para a manutenção de todas as formas de vida e economia.

Neste dia 12 de julho comemora-se o Dia do Engenheiro Florestal, profissão que iniciou sua jornada no país na década de 60, com a primeira Escola Superior de Florestas, na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Viçosa (MG). Este foi um importante passo para o desenvolvimento das Ciências Florestais no país, que já soma 76 cursos, sendo quatro deles no Paraná, nas cidades de Curitiba, Dois Vizinhos, Irati e Jaguariaíva.

Atualmente já são mais de 1.800 Engenheiros Florestais atuando em todo o Estado, com registro junto ao Crea-PR, e que atuam dentro de empresas de base florestal, como consultores de meio ambiente e florestas, no setor público, no terceiro setor, como empreendedores e pesquisadores qualificados que disseminam conhecimentos científicos e tecnológicos para o desenvolvimento do nosso país.

Neste contexto, não posso deixar de citar o papel da Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais (SBEF) que, desde 1968, tem atuado na defesa da classe e pela representatividade nacional, com a proposição de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento, conservação e produção de diversos produtos.

Vale destacar ainda a atuação de entidades de classe regionais, como a Associação Paranaense de Engenheiros Florestais (APEF), Associação dos Engenheiros Florestais do Oeste e Sudoeste do Paraná (AEFOS), Associação dos Engenheiros Florestais da Região Centro-Sul do Paraná (AEFLOR) e Associação Sul-Paranaense de Engenheiros Florestais (ASPEF), entidades que têm ampliado a representatividade de profissionais, inclusive no sistema Confea/Crea.

O Crea-PR parabeniza todos os profissionais da engenharia florestal pelos importantes serviços prestados à sociedadee renova seu compromisso como autarquia responsável pela regulamentação e fiscalização de empresas e profissionais das áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências e reforça seu papel fundamental na proteção do meio ambiente, saúde e qualidade de vida da população.

Por Ricardo Rocha, presidente do Crea-PR

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