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Uma nação tão torturada como a nossa, por todos os fatos de conhecimento geral, poderia estar sujeita a todo tipo de aventureiros. E esteve, nos últimos meses. Período em que os aspirantes à Presidência da República refugiaram-se na unilateralidade das redes sociais. Esta traz o bem da comunicação instantânea e o mal dos discursos unilaterais das nulidades.

Felizmente,  entramos no período da conferência das verdades. Não os pré, mas os já candidatos, têm de mostrar-se sem andrajos e alegorias circenses. As pequenas criaturas rastejantes não mais podem se apresentar como pássaros. No quadro dos postulantes ao supremo cargo do País, já podemos ver grandes homens e mulheres, dele merecedores, e os aventureiros que pretendiam colher os restos de nosso dessangramento.

O mundo não foi produto de violência e ódio, mas de amor. Desde o Big Bang, os bózons, partículas que se abraçam, ensejaram o impulso inicial do universo, ao contrário dos férmions, partículas que se repelem. Nada na natureza foi construída aos trancos e aos barrancos da ignorância.

Em nossa evolução, não se pode dar importância aos guerreiros, superior à dos inventores do fogo, da eletricidade, do magnetismo, do ferro, do chumbro, do vidro, do linho, da seda, do algodão. No dizer de Ralph Waldo Emerson, ainda os "fabricantes de instrumentos; o inventor da anotação decimal; o geômetra; o engenheiro; o músico - através de desconhecidas e impossíveis confusões, com austeridade criaram caminho para todos nós. Todo homem é, por um secreto gosto, ligado a algum distrito da natureza, de quem é  o agente e o intérprete; como Linnaeus o foi das plantas; Huber, das abelhas; Fries, dos líquens; Van Mons, das peras; Dalton, das formas atômicas, Euclides, das linhas; Newton, das fluxões... Os homens são prestativos por meio do intelecto e do afeto. Outro tipo de auxílio eu acho de falsa aparência. Se fingis de gostar de me dar pão e abrigo, percebo que por eles pago o preço total e, por fim, isso me deixa como estava...; mas toda força mental e moral é um bem positivo."

Somente sob visão direta e crítica os grupos humanos podem testar seus grandes homens, os únicos que podem ser julgados habilitados a exercer a suprema magistratura do País. Negligenciar esse mérito necessário do conhecimento político - em sentido amplo - já nos custou feridas que ainda se encontram abertas e doloridas.

Alguém que confessa nada conhecer de economia, salvo os costumeiros chavões, a partir deste momento, em que nossa população tem acesso às informações, principalmente por meio dos órgãos de televisão, obviamente deve ser imediatamente defenestrado. A sabedoria popular é angariada de imediato, desde que as informações não fiquem inseridas em casulos inacessíveis à maioria. Num átimo, a maioria capta o que é necessário ao raciocínio correto, ao ouvir um homem sábio e construtor, não o voltado a soluções grotescas e que terminarão caindo sobre seus próprios sapatos - e sobre os nossos.

Nestes meses - até as eleições - ficarão engrandecidos nossos conhecimentos. Será limada nossa capacidade de avaliação dos candidatos. E a melhor solução será adotada, sobretudo depois de tantos sofrimentos de um País,  de amplos potenciais, mas que sempre viveu em crise.

Amadeu Garrido de Paula, é Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.

bruna@deleon.com.br
 

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