Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.
Artigos e Opinião 01/10/2018  08h53

Gestão maldita

É difícil explicar como um país classificado entre os mais ricos do mundo pode se esfacelar, por ser conduzido por um tirando e, na sequência veio outro com a mesma filosofia. Impressionante são dados extraídos do livro " Hugo Chávez, o Espectro" do jornalista brasileiro Leonardo Coutinho. Trata-se da Venezuela, que foi o primeiro país sul-americano a conquistar sua independência da Espanha, em 1813, pelas mãos de Simon Bolivar. Em 1922 - pouco mais de um século - descobriu-se a primeira jazida de petróleo, na cidade de Zulia. Em apenas seis anos, já era o segundo maior produtor de petróleo do planeta, atrás apenas dos EUA. No período da segunda grande guerra mundial, foi o maior fornecedor de petróleo bruto aos americanos e, ao final desse conflito, ou seja, em 1945, já produzia mais do que todos os países do Oriente Médio juntos. Em 1950, apresentava o quarto maior PIB per capita da terra.

A Venezuela era duas vezes mais rica que o Chile, quatro vezes mais rica que o Japão e doze vezes mais rica do que a China. Em 1960, fundou a OPEP, juntamente com Arábia Saudita, Irã, Iraque e Kwait. Os venezuelanos eram considerados um povo rico na década de 1990, num passado recente e, em 1998 surgiu o "salvador da pátria" chamado Hugo Chávez, com a promessa de que iria acabar com a "pobreza do povo". No período de uma década, com o estratosférico aumento no preço do petróleo fizeram Hugo Chávez, um homem muito poderoso e multimilionário, chegando a influenciar muitos países latino-americanos e até mesmo outros continentes, com suas doações de óleo em troca de "serviços" - apoiando sua revolução bolivariana. A PDVSA, estatal de petróleo daquele país, foi o instrumento de que Chávez utilizou para a construção de "seu mundo", fazendo dessa empresa como instrumento de seus propósitos político-ideológicos e sua riqueza acumulada neste período.

Os conchavos realizados por Chávez em seu mandato assustou aos mais céticos analistas. Seus "acertos" com Fidel Castro foram assustadores. No início houve a barganha de 53 mil barris diários de petróleo e essas remessas chegaram a 100 mil, mais do que todo o consumo da ilha caribenha, sendo que Fidel vendia o excedente para outros países. Atualmente a Venezuela conta com mais de 60 mil cubanos, controlando desde a segurança do presidente Maduro, até as forças armadas e de inteligência. Chávez autorizou aos cubanos toda a emissão de passaportes e demais documentos de identificação, além de deixar de investir dinheiro em seu país para comprar bilhões de dólares em títulos de países amigos, como Cuba, Argentina, Bolívia e Equador. O ditador venezuelano estatizou todos os setores da agricultura de seu país, que foram relegados ao abandono, assim como as fábricas de alimentos, supermercados, redes de rádio e TV. A maioria fechou. O resultado devastador culminou com a importação de itens básicos, como remédios e alimentos, que foi terceirizada para empresas estatais cubanas, como Alimport, Cuba Control e Surimport, que cobram altas taxas de intermediação, uma forma de financiar a ditadura cubana. Com a queda dos preços do petróleo a partir de 2013 levou a Venezuela a atrasar seus compromissos internacionais. Depois da morte de Chávez e a posse de Maduro, a destruição daquele país se acelerou vertiginosamente, com uma inflação de 700 por cento, com um índice acentuado de desabastecimento, superior a 80 por cento. Ano passado, por exemplo, a inflação chegou a 2.616 por cento, a maior do mundo. Um agravante é que as pessoas abandonaram seus animais, e muitos deles sendo abatidos para servirem de alimento à população faminta, sendo que nem dos zoológicos foram poupados, bem como os pombos que habitavam as centenas de praças denominadas Simon Bolivar. Assustador ainda é saber que autoridades espalhadas por todo o país estão envolvidas com o narcotráfico. Milhares de venezuelanos e que muitos deles ainda tentam a todo o custo se instalarem no Brasil, que começa a sofrer com doenças, pois os habitantes de lá, não tem nenhuma cobertura que possa livrá-los de problemas de saúde.

Esse era o modelo administrativo que o ex-presidente Lula (preso e condenado em 2ª Instância por um colegiado a 12 anos de prisão) e sua cúpula queriam instituir no Brasil.

Temos a oportunidade em modificar esse cenário, embora saibamos que o quadro de candidatos é tenebroso. Será necessário escolher com muito cuidado.

Edilson Elias é jornalista, escritor, pesquisador, historiador do Paraná e diretor presidente do jornal FATOS DO PARANÁ® - Londrina - edilsonelias@yahoo.com.br

edilson@fatosdoparana.com.br

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios