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O ex-presidente e seu partido estão tentando levar intranquilidade ao seu julgamento, no próximo dia 24, no Tribunal Federal de Recursos de Porto Alegra (TFR-4). Buscam a vitimização, dizendo que o juiz Sérgio Moro condenou sem provas mas, pelo que praticaram, sabem que a condenação é certa e derruba por terra a prematura tentativa de se firmar como candidato a um novo período presidencial, pois o tornará ficha suja. A capital gaúcha está preparada para conter qualquer distúrbio e os três juízes encarregados do processo terão toda a tranquilidade e condição para executar o seu trabalho conforme determina a lei. A prisão do réu é mera questão processual e, em confirmada a condenação, deverá ocorrer no devido tempo.

Antes de resolvido o seu recurso em segunda instância, o ex-presidente e seu partido estão aproveitando para aparecer na mídia, o que se tornará mais difícil depois da prevista condenação. Eles já têm como exemplos, entre outros, os outrora poderosos Antonio Palocci, José Dirceu, Sérgio Cabral e até Paulo Maluf que, apesar do prestígio que já detiveram, não receberam qualquer manifestação de solidariedade e muito menos mobilização popular quando da sua colocação atrás das grades. E, uma vez presos, as notícias envolvendo seus nomes giram em torno de novas sentenças, audiências, delações, recursos denegados, mudança de cadeia e outras coisas típicas da esfera judicial-policial, inteiramente diferentes do que sobre eles se divulgava antes.

Alguém já condenado em primeira instância e com tantos outros rumorosos processos em andamento, como o ex-presidente, reservadas as proporções, pode ser comparado aos atingidos pela pena capital que, no chamado corredor da morte, passa a exercer os seus últimos desejos. Seu desejo, agora, é aparecer como candidato viável à presidência da República e tentar convulsionar o país, na tentativa de recuperar o discurso moralista de que se serviu ao longo da vida pública e abandonou assim que assumiu o poder. Passado esse período de expectativas, a execução das sentenças, embora não seja a pena capital, inexistente em nosso ordenamento jurídico, com toda certeza matará suas pretensões político-eleitorais. Ele e os seus parceiros sabem disso e aproveitam competentemente o resto de mídia onde ainda têm acesso.

Felizmente, para o país, e infelizmente para os errantes, as instituições democráticas estão consolidadas. Chegou o momento em que aqueles que sempre se sentiram acima das leis, são chamados a pagar seus pecados e resgatar suas dívidas para com a sociedade. É daí que pode estar surgindo o novo e próspero Brasil...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

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