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Artigos e Opinião 18/04/2018  07h43

Mar Morto

O menino nascido em Jericó

encantou-se por seu nome e em suas costas
passava seus momentos só

a meditar que mortos éramos todos nas encostas

Da vida que jamais deixava de receber as águas

cheia de pecados do Jordão, que nos purificava

e se repletava dos pecados que absorvia das lágrimas

corriam célere ao Mar Morto, a casa

Que Deus destinou aos pecados nesta terra.

Os pecados voaram e encheram o mundo;
o Mar morto era pequeno demais para tanto lodo.

O menino não deixava de olhar as águas nodosas da podridão

como se refletisse sobre o homem ou sobre as ficções

a imaginar o porquê de vidas de pecados e ilusões.

Amadeu Garrido de Paula, é Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados - bruna@deleon.com.br

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