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O ser humano há milhares de anos procura um entendimento sobre o que é a vida e a morte e, para tal, adotou inúmeras crenças na perspectiva de tentar decifrar o enigma. Nesse sentido, em muitos movimentos religiosos e/ou espirituais, criou-se um conjunto de práticas, comportamentos e rituais que nos ajudam a nos conhecermos melhor e a encontrarmos um eu mais profundo e mais isento de tantas influências da sociedade.

Reconhecemos que a vida é rica em estímulos e nós somos educados a reagir a esses estímulos de modo criativo e inteligente, o que nos levou ao grande avanço material da modernidade. No entanto, continuamos sem saber por que viemos ao mundo e por que vamos embora. A angústia do que é a vida nos leva a buscas mais interiores. A agitação nos desestabiliza e buscamos um local de paz onde possamos ser nós mesmos, o ser original que nascemos, com alegria e equanimidade.

Essa preocupação com a saúde mental é uma constante na Faculdade de Medicina de Petrópolis. Mais do que qualquer outra área, é na saúde que os profissionais lidam com a linha tênue entre a vida e a morte e precisam estar preparados não só técnica mas espiritualmente para essas situações. Jovens estudantes e profissionais sem o devido preparo psicológico acabam sucumbindo ao estresse constante da profissão e, com o acesso às mais diversas drogas, muitos optam por viver anestesiados a realidade.

Procuramos utilizar diversas práticas para que nossos alunos aprendam a alcançar um estado de liberdade e felicidade internas e encontrar respostas. A meditação é uma ótima ferramenta para esse processo. Meditar é aprofundar-se em si mesmo para, ao se conhecer melhor e a natureza e a origem dos nossos pensamentos e emoções, nos libertarmos dos aprisionamentos de nossos condicionamentos, dos desejos e aversões, que nos escravizam e criam julgamentos e sentimentos negativos voltados para os outros. Menos identificados com o ego podemos atuar com lucidez e sabedoria em meio ao mundo.

Devido ao fato de a meditação descobrir em nós o melhor que pudermos ser como humanos, esse aspecto proporciona a verdadeira saúde. E essa não tem a ver com ficar ou não doente, mas de como encaramos a doença, como lidamos com ela. A recuperação da saúde é consequência da meditação, assim como o relaxamento é seu efeito colateral, e por isso melhora doenças em geral, o sono, reduz a pressão arterial, a ansiedade, previne a depressão e ajuda no tratamento de pessoas com câncer. Não é uma panaceia para resolver problemas, mas uma estratégia para se alcançar a verdadeira felicidade e, consequentemente, a boa saúde.

Paulo K. de Sá é Médico e coordenador da Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ)  - divulgacultura@gmail.com

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