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Acompanhamos o desenvolvimento da economia brasileira há longos anos e, quando experimentamos um período de recessão, invariavelmente, sempre encontramos a salvação e reação dos números positivos com a origem da produção do campo.

Para fazer uma comparação, por exemplo, há 40 anos aproximadamente visitamos Indianópolis, (noroeste do Paraná), uma granja na qual os frangos iam para o abate em 52 dias, uma proeza à época. O proprietário dizia que se passasse desse período, passaria a operar com déficit e explicou: "Depois dessa fase, o consumo é bem maior e, portanto, a necessidade do abate é eminente, se não operamos com prejuízo". Atualmente já se houve falar em aves abatidas com 28 dias.

Na pecuária de leite não é diferente. Naquela época em que viajávamos pelo Paraná todo e tivemos em Castro (região dos campos gerais), quando constatamos que uma vaca holandesa produzia 50 quilos de leite diariamente. Recentemente a vaca brasileira Indiana Canvas 2R, que produziu (recorde mundial) incríveis 115kg de leite em um único dia, mostra a riqueza que o campo tem proporcionado para os números da produção do país. Com o advento do Agronegócio tão propagado em todos os quadrantes desta grande pátria, as perspectivas para a reação do PIB (Produto Interno Bruto) são observadas na média os resultados expressivos do campo. Acreditamos que num governo responsável íntegro sob todos os aspectos que possa promover o desenvolvimento do país, poderia proporcionar melhores resultados, para se defender contra as tempestades econômicas e as incertezas que provocam baixo investimento e, consequentemente, reação positiva para todos.

Reservadas as devidas proporções vemos em Londrina a voracidade do prefeito Marcelo Belinati, na correção do IPTU tão discutida, com a possibilidade de uma possível cassação de seu mandato. Corrigiu o de todos e o dele ficou intacto. A população não quer saber de sistema doente que não estava previsto um possível aumento. Antes da consecução desse objetivo, o chefe do executivo municipal alardeava aos quatro ventos da publicidade que precisava corrigir distorções para aqueles que podem pagar mais e minimizar aos menos afortunados. Acontece que isso ficou mais claro com as cobranças de condomínios (o dele nos parece intocável. "Eu sou pobre", como ele mesmo diz, além da isenção de coleta de lixo sobre-taxada ao restante dos imóveis) e causou um enorme descontentamento ao povo londrinense. Esse será um ano de eleição. O povo brasileiro não pode trocar seu voto por comida ou gasolina (diga-se de passagem, uma das mais caras do planeta). Será necessário uma conscientização e escolher o menos ruim, porque os candidatos que aí estão, indiscutivelmente, poucos se salvam.

Edilson Elias é jornalista, escritor, historiador do Paraná e diretor presidente do jornal FATOS DO PARANÁ® - Londrina

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