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Com o aumento dos casos da pandemia no Brasil, o frio dando as caras em boa parte do país e o aumento das necessidades dos menos favorecidos, traz angústia aqueles que sempre fizeram trabalho voluntário e hoje se veem impedidos de alguma forma. Alguns impedidos por pertencerem ao grupo de risco, outros por querer e sentir a necessidade de cumprir com os decretos dos governantes e outros por não terem confiança nas informações sobre casos e modos de transmissão da covid-19.

Ainda assim, muito se arriscam, vestem a camisa de voluntário e vão para o campo de batalha, uma batalha que não cessa, não só por conta da pandemia, mas agora também pelo frio intenso de algumas regiões e ainda estamos no outono, portanto a perspectiva que teremos um inverno rigoroso e isso traz muitas preocupações, pois temos uma imensidão de pessoas que passam a pertencer a outro grupo de risco, as pessoas em situação de rua, os abrigados, os idosos sem condições financeiras para ter um agasalho ou uma forma de minimizar o frio intenso.

Muitos que nunca exerceram um trabalho voluntário, agora se dispõem a fazê-lo, alguns por estarem com tempo ocioso e perceberem que é uma oportunidade de usa-lo e ainda ajudar de alguma forma, outros pela vontade de experimentar o tal trabalho voluntário que já ouviram falar e  outros por perceberem  que muita gente vem enfrentando esta pandemia de forma muito precária.

Independente da motivação, temos muitos que querem e não podem e muitos que nunca pensaram em fazer, fazendo, isto é muito bom para ambos, pois para o primeiro grupo, percebem o valor do que faziam, não que não soubessem mas reforça a valia, para o segundo uma oportunidade de engrossar as fileiras de trabalhadores que vamos continuar precisando por muito tempo.

O grande desafio é um só, fazer com que entendam que solidariedade é diferente de compromisso, espero que não se esqueçam das lições aprendidas e na volta a vida cotidiana, com seus afazeres normalizados, dentro do novo normal, não se esqueçam da importância de se comprometerem com o trabalho voluntário. O povo brasileiro é um dos mais solidários do mundo, mas não se compromete com a solidariedade. Precisamos e vamos precisar muito mais de VOLUNTÁRIOS comprometidos com as causas escolhidas. Esperamos que saiam desta pandemia com este nobre aprendizado. Juntos somos muito mais e melhores.

Roberto Ravagnani é palestrante, jornalista (MTB 0084753/SP), radialista (DRT 22.201), conteudista e Consultor especialista em voluntariado e responsabilidade social empresarial. Voluntário palhaço hospitalar desde 2000, fundador da ONG Canto Cidadão, da IPA Brasil e da AFINCO, Associado para o voluntariado da GIA Consultores no Chile, fundador da Aliança Palhaços Pelo Mundo, Conselheiro Diretor da Rede Filantropia, sócio da empresa de consultoria Comunidea, criador e gestor de eventos filantrópicos, porta voz pela ONU, Membro Engage for business, Líder Internacional de Yoga do Riso e Conselheiro de Relações Sociais e Familiares do Instituto i. s. de desenvolvimento e sustentabilidade Humana. www.robertoravagnani.com.br

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