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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - que nos últimos meses aparece se esforçando para evitar a guerra nuclear na península coreana, um dos pontos mais tensos do planeta - tem opiniões muito claras sobre a polícia e seu trabalho. Durante a campanha eleitoral e depois dela, produziu declarações em relação à polícia americana, que parece inspiradas na problemática das polícias de todos os países, inclusive do Brasil. “Não temos sido gratos à polícia; ela faz um trabalho incrível e nós devemos dar-lhe mais autoridade e respeito” – disse, emendando que “sem as grandes forças policiais que temos, não teríamos a vida que temos”. Chegou até a propor pena de morte a quem assassinar um policial, procedimento que, infelizmente, tornou-se corriqueiro em nosso país, que não admite a pena capital imposta pelo Estado.

As declarações de Trump, hoje disponíveis na internet, trazem em seu bojo a importância do trabalho policial nas comunidades, inclusive nas dos países desenvolvidos. Sem as forças atuando em nome do Estado e sob normas e regulamentos, o que se tem é a desordem que se aproxima do caos, onde cada indivíduo ou grupo age ao sabor dos seus interesses e não respeita o bem-estar e o direito coletivo. A Polícia Militar de São Paulo e suas congêneres das demais unidades da federação agem dentro do ordenamento jurídico e frequentemente são atacadas pelos bandidos a quem têm como missão conter e, principalmente, pelos defensores destes, que os vitimizam e fazem campanhas permanentes pela desestabilização da máquina policial.

Sinceras ou até exageradas, ou ainda, típicas de campanha, as palavras do presidente americano trazem a verdade que, para o bem geral, ninguém deve ignorar. As forças policiais precisam de normas, segurança jurídica e liberdade para aplicá-las. Sem isso, quem padece é a comunidade. A triste prova disso é a dura realidade hoje enfrentada pelo convulsionado Rio de Janeiro sob intervenção federal e o elevado número de mortos registrado nos estados onde a polícia foi à greve. Goste ou não da polícia, ela é a única e presente garantia de vida e dos direitos nos momentos de perigo. Mas, lamentavelmente, apesar de todo o seu trabalho, há anos é vitima da demagogia, do carreirismo político e da irresponsabilidade de grupos que a acusam de excessos e atrocidades inexistentes e, ao mesmo tempo, ignoram os agentes do crime que além de confrontar a polícia fazem o povo sofrer.

Em qualquer lugar do mundo, a polícia é o braço armado do Estado. Sua missão é clara e seus limites também. A própria instituição tem suas corregedorias para identificar e solucionar excessos. A cantilena da violência policial, muito empregada no Brasil atual, é indevida. Ela não prejudica somente a polícia, mas principalmente o cidadão de bem, destinatário direto dos serviços policiais.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

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