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Os levantamentos indicam que, de março a junho, durante o confinamento da população, as compras pelo meio eletrônico aumentaram 104,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Os operadores do sistema prevêem que, mesmo depois da reabertura do comércio presencial, as transações online continuarão em alta por uma série de razões. Além de ter demonstrado sua eficiência e segurança, o meio oferece o conforto de comprar sem ter de “ir às compras”, o que numa cidade grande ou média pode representar o consumo do tempo de uma manhã, tarde ou noite, que pode ser melhor aproveitado. O método alternativo de transações poderá, com o tempo, até influir na competitividade dos preços, já que a empresa vendedora não terá de funcionar no centro da cidade e nem de manter exposição, mostruário, luminoso e outros itens do comércio tradicional.

As restrições sanitárias tiveram o condão de antecipar a adoção dos serviços “eletrônicos” que muitos empresários retardavam por estarem confortavelmente instalados. Privados dos meios de colocação de sua mercadoria à disposição da clientela, apressaram-se eles em montar as lojas virtuais que chegam à casa ou ao negócio do cliente através do computador ou do smartphone. Descobriram que o sistema tem fluidez e, agora, já o incorporam e mantêm em paralelo aos seus negócios presenciais que começam a reabrir com a flexibilização da quarentena. Em poucos meses passou-se a poder comprar “de agulha a automóvel”, talvez até avião, pela internet. 

Os negócios deverão mudar de perfil. Além do comércio eletrônico, outro setor que se consolida é o de home-office. Muitos do que foram trabalhar em casa por conta da proliferação do coronavírus não voltarão ao escritório porque restou provada a conveniência de executarem suas tarefas do próprio lar sem a necessidade de locomoção e com a vantagem de poder, em paralelo, cuidar dos filhos e executar tarefas domésticas. Os investidores do ramo imobiliário é que têm de se reinventar. Os imóveis destinados a escritórios e negócios presenciais talvez não tenham a procura tão vigorosa de antes. Daí, quem deverá influir será a redução do valor dos aluguéis e outras possíveis vantagens oferecidas.

As escolas dos diferentes níveis, que foram obrigadas a ministrar seus cursos à distância, também deverão incorporar tecnologias recolhidas e desenvolvidas às pressas. Até repartições públicas, mesmo com toda burocracia, deverão mudar.

Ao mesmo tempo em que ainda nos resguardamos dos riscos da Covid 19, é de bom alvitre ir pensando em novas estratégias para quando o mal estiver totalmente debelado. A vida terá de continuar, mas muitas coisas serão diferentes; isso exige adaptação...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

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