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A alusão da ONU, em relação à tragédia de Brumadinho. 

Envergonhados os sofridos brasileiros face às nações.

Nosso direito é tíbio e o paradoxo é que vivemos sob um manancial de leis. A explicação: leis que não precisariam existir, enquanto outras necessárias não estão presentes em nosso ordenamento jurídico.

Medida Provisória encaminhada pelo Governo Temer teve dois de seus dispositivos retirados pelo relator na Câmara, Leonardo Quintão. Endureciam a fiscalização do Estado sobre mineradoras. Como presente, Quintão ganhou o posto de articulador político do governo Bolsonaro no Senado. Para retirar das leis outros comandos fiscalizatórios? Para novos Brumadinhos?

Pôs-se escancaradamente em jogo a filosofia do novo governo. Laissez faire, laissez passer, a mão invisível do mercado corrige todas as distorções.

O welfere state  (Estado do bem estar social, intervencionista), é que trava nosso desenvolvimento...

Tiremos o peso do Estado do cangote das empresas, disse Bolsonaro no início do governo.

Alegria geral para as empresas do capitalismo selvagem brasileiro. Não precisarão mais pagar propinas, pois liberou-se geral.

A invisible hand é suja de sangue e causa de desgraças sociais generalizadas. Sem comandos, as empresas que atual no Brasil só tem a imagem dos próprios lucros. A bolsa dispara. Balão de voo de galinha, repentinamente estoura e a bolsa volta a cair. Um regime de livre iniciativa (com o qual concordamos), mas sem fundamentos, sem responsabilidade, do que discordamos radicalmente.

Sediamos, mas não ganhamos quase nada nas Olímpiadas, perdemos bizantinamente a Copa. Construímos estádios, elefantes brancos. E barragens, com tecnologias atrasadas e esquálidas. A lama não perdoou. Tarde demais, as consciências se agitam, o governo pensa em rever conceitos sobre o desenvolvimento sem preocupação com a  natureza. 

Já deu provas de suas indecisões e, agora, de seus manifestos equívocos.

Amadeu Garrido de Paula, é Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados (bruna@deleon.com.br)

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