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Passeio pela rua habitual de meu passeio

no dia que a fúria da greve rebenta e ferve

uma velha república só movida a verve

travo minhas emoções e prossigo no passeio

Não admira que um povo arrastado à letargia

repentinamente veja labaredas do cruel vulcão

sobre o qual dormita e sonha e o vil vilão

prossegue em seu mando tosco de fútil alegoria

Insistem minhas entranhas em trazer de volta

as ilusões constantes de meu invariável passeio

em que brota a poesia e o mal sofre o bloqueio

da sobrevivência imperativa no meio da revolta

Os poetas revolucionários não me censuram

Pois sabem que amanhã não haverá revolução

Talvez apenas o sonho de Fourier e Saint-Simon

O sonho é a morte, a manhã o sol a vida retomam

Volto às elucubrações de um povo de coração jovem

adolescente carrega o paradoxo de cordial

cordialmente suporta as injúrias e o crônico mal
volto ao passeio, que me resta,  senão o verso e a nuvem?

Amadeu Garrido de Paula, é Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados -  daniel@deleon.com.br

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