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Não somos a favor do regime militar que sangrou o país nos mais diversos segmentos e desbancou a Imprensa do status de 4º Poder na Nação a setores comuns da sociedade. Muitas denúncias de desaparecimentos de nomes representativos foram feitas responsabilizando o governo por desmandos e desaparecimento de seus ente queridos. O jornal "O Estado de São Paulo", por exemplo, publicava receitas de bolos na capa, em protesto branco contra o direito saqueado e impedido em dizer muitas verdades.

Precisamos citar o seriado veiculado pela Rede Globo "Os dias eram assim" - um lixo filosófico, deturpando a realidade ocorrida naquele período difícil vivido pelo país. Muitos fatos ocorreram mesmo, mas, a realidade teve como foco o combate a aproveitadores de plantão que fizeram de tudo para acabar com o Brasil e quase conseguiram. É necessário lembrar que havia segurança, alunos não agrediam professores, os setores da Educação e Emprego eram assistidos. Não se flagrava tráfico de drogas em salas de aula, as madrugadas eram seguras e guerrilheiros que chegaram a assumir o poder no país assaltavam bancos e cargas na baixada fluminense, o trem pagador da Santos - Jundiaí, utilizando o verbo expropriar, alegando estarem defendendo os direitos dos cidadãos. O objetivo, na verdade, era instituir os mesmos níveis das ditaduras cubana e venezuelana, duas ex-potências na América do Sul, dominadas por terroristas de toda sorte, e que foram arrasadas por ações nefastas. Até companheiros considerados traidores foram executados e muitos têm conhecimento disso.

Devemos lembrar que nenhum presidente do regime militar saiu rico do poder e, atualmente, assistimos atônitos, escândalos de toda sorte mostrando ex-integrantes do governo brasileiro respondendo por crimes contra o patrimônio público aparecendo notoriamente o enriquecimento ilícito, com prisões e brigas judiciais, além de novos nomes apresentados, antes com o epíteto nominal de "dedos duros", atualmente julgados, com condenação parcial devido às "delações premiadas", acerto com a justiça apontando "companheiros" envolvidos até o pescoço com a corrupção.

Importante mencionar é que somos contra o regime militar. Precisamos saber diferenciar liberdade com libertinagem e muitos integrantes desta grande pátria precisam distinguir com maior precisão nossos direitos e deveres. O país não pode mais conviver com desmandos, seja em qualquer escala: Nacional, estaduais ou municipais, se quiser ter uma democracia saudável.

Edilson Elias - é jornalista, escritor, historiador do Paraná, pesquisador e diretor presidente do jornal FATOS DO PARANÁ® - edilsonelias@yahoo.com.br

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