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Este será o último fim de semana que o brasileiro tem para, no seu descanso, pensar em quem votar nas eleições, marcadas para o dia 7, domingo. Vivemos a polarização dos candidatos melhor colocados nas pesquisas e o desespero daqueles cuja campanha não decolou. Exageros e absurdos são postados nas redes sociais e cometidos até por gente que, pela posição que ocupa ou já ocupou, não deveria se dar o direito de tentar desinformar o povo. É importante o eleitorado considerar que todas as agressões e tentativas de vitimização desaparecerão assim que forem fechadas as urnas. Aí nos restará só a realidade de um país com muitos problemas. Por isso, o mais aconselhável é fugir dos extremismos e pensar concretamente naquilo que nos interessa como cidadãos e verificar quais entre os concorrentes poderão estar mais próximos de nossos ideais. Escolher os que nos pareçam melhor para presidente da República, senador, governador e deputado (federal e estadual).

Pouco adianta, a essa altura, saber o que esse ou aquele candidato falou ou fez dez, quinze ou vinte anos atrás. E nem se exacerbar com o vitimismo interesseiro que alguns, a título de serem minorias, usam isso para agredir quem não lhes é simpático ou interessante. Há que se ver, sim, questões concretas, como as denúncias e principalmente a apuração de atos de corrupção que já levaram dezenas de políticos e empresários às barras dos tribunais e parte deles à prisão. É preciso tomar muito cuidado para não generalizar e, principalmente, nivelar por baixo a ponto de acreditar que todo político é desonesto. Basta uma breve pesquisa no noticiário para saber, por exemplo, quem está sendo processado ou já foi condenado por corrupção. Esses são fatos concretos que podem ajudar na hora de decidir o voto.

Independente de quem seja, o próximo governante terá uma grande e difícil tarefa a cumprir. Precisará reorganizar a administração pública de forma a conseguir que o dinheiro arrecadado com os tributos seja suficiente para o investimento em serviços e obras que o governo tem o dever (muitas vezes constitucional) de prestar à população e não o faz. A irresponsabilidade de sucessivos governos nos trouxe a esta situação de desequilíbrio e quem sofre com isso é o povo, privado de insumos básicos como saúde, educação, trabalho, segurança pública e outros itens. Para seu próprio interesse e até para a estabilidade das próximas gerações, o importante é escolher com critério. Com o mesmo cuidado de quem está contratando alguém para trabalhar em sua empresa ou no próprio lar. Temos de eliminar os demagogos, os incompetentes e, especialmente, os corruptos que trouxeram o país a mais essa difícil situação. Resta-nos uma semana para pesquisar, conhecer e escolher o futuro do Brasil...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

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