Cambé passou a ostentar oficialmente o título de Capital Estadual da Vocação Sacerdotal. O reconhecimento foi formalizado por meio da Lei nº 23.266/2026, sancionada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e publicada neste mês.
A legislação concede ao município um reconhecimento institucional pela sua contribuição histórica e contemporânea para a formação religiosa e o desenvolvimento de vocações sacerdotais no Paraná.
O título tem como base a tradição religiosa construída ao longo dos séculos na região. Entre os argumentos que embasaram a proposta está a presença da antiga Missão Jesuítica de San Joseph, fundada em 1625. Considerada uma das primeiras iniciativas de evangelização no atual território paranaense, a missão deixou registros históricos e arqueológicos próximos ao Distrito da Prata, em Cambé.
Além do aspecto histórico, a cidade abriga o Seminário Dom Virgílio de Pauli, referência na formação teológica de futuros sacerdotes. A instituição recebe seminaristas de diferentes dioceses paranaenses para etapas da preparação ao sacerdócio, reforçando o papel do município no contexto religioso estadual.
Tradição religiosa
A justificativa da lei também destaca a forte presença de comunidades católicas, paróquias, pastorais vocacionais e instituições de ensino religioso em Cambé. Entre elas está o Instituto Nossa Senhora Auxiliadora, mantido pelas Irmãs Salesianas, que atua há décadas na formação educacional e cristã de jovens da região.
A combinação desses fatores contribuiu para que o município fosse reconhecido oficialmente como um dos principais centros de formação vocacional religiosa do Paraná.
Valorização da história local
Com a nova legislação, Cambé passa a integrar o grupo de municípios paranaenses que possuem títulos estaduais relacionados a características históricas, culturais ou religiosas.
A expectativa é que o reconhecimento fortaleça a identidade local e amplie a valorização do patrimônio histórico e religioso do município, além de preservar a memória das instituições e iniciativas que contribuíram para a formação sacerdotal ao longo das últimas décadas.
A proposta que deu origem à lei foi apresentada pelo deputado estadual Cobra Repórter (PSD) e aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná antes da sanção do Governo do Estado.
Com informação da Assessoria