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Município deverá elaborar plano para equacionamento do déficit estimado em R$2,6 bilhões para os próximos 75 anos

A Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml) realizou, na tarde de ontem (2), a apresentação da última avaliação atuarial do programa de previdência municipal. O cálculo foi apresentado por Luiz Cláudio Kogut, que desde 1999 é contratado pela Caapsml como atuário, e refere-se aos dados até 31 de dezembro de 2016.

Segundo o superintendente da Caapsml, Marcos Urbaneja, a apresentação tem como finalidade garantir a transparência dos processos relacionados à previdência municipal, especialmente após a fusão das massas. “Essa é uma questão que atinge não só os servidores ou a Prefeitura, mas toda comunidade londrinense. Com esses dados, vamos discutir, no Executivo e no Legislativo, a elaboração do plano de equacionamento que fará frente ao déficit atuarial”, ressaltou.

Urbaneja reforçou também a importância da participação da sociedade na discussão do plano de equacionamento. “É muito importante a presença de todos vocês, pois estamos trabalhando em conjunto. Será um debate árduo, difícil, mas é algo que atualmente todos os estados e municípios enfrentam. É uma crise em todas as previdências, com baixa arrecadação e mudanças no perfil da população. E por isso colocamos essas informações à disposição da comunidade, para que nos auxilie com propostas e soluções”, afirmou.

Apresentação – A avaliação atuarial é um estudo elaborado com o objetivo de estimar direitos e obrigações dos planos previdenciários, além de estabelecer o equilíbrio financeiro e atuarial. Esse equilíbrio envolve as receitas estimadas, como contribuições, rendimentos, compensações a receber e saldo de investimentos; e também as despesas futuras, que são aposentadorias, auxílios e pensões concedidas e a conceder.

Segundo o atuário da Caapsml, hoje o plano de previdência municipal conta com equilíbrio financeiro. No entanto, existe um déficit projetado para os próximos anos, o chamado déficit atuarial. “Em 1999 a folha de inativos representava 38,09% da folha de ativos. Hoje, o índice é de 51,99%. Além disso, o número de segurados do plano aumentou de 6.658 mil para 13.258, ou seja, cresceu 99%. E o plano sempre teve um custo alto, já que o valor pago para o servidor que aposenta é sempre maior do que o valor pago ao recém contratado”, apontou.

N.com

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