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- A tradicional festa do Rocio em Paranaguá, litoral do Paraná, terminou no domingo, 19, e foi marcada pela assinatura da lei municipal que protege o evento como patrimônio imaterial e cultural da cidade.

A festa em louvor à Nossa Senhora do Rocio, Padroeira do Paraná, conhecida popularmente como Festa do Rocio, foi encerrada no último domingo, 19, com uma missa de ação de graças. O apoio dos meios de comunicação, a divulgação e a participação popular marcaram a 204 ª edição que foi organizada pelos missionários redentoristas Joaquim Parron e Jorge Tarachuque e pelo empresário Milton Costa.

Todos os anos o evento é realizado pela Mitra Diocesana de Paranaguá e a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A edição de 2017 teve pontos importantes como a revitalização do Santuário e o apoio da prefeitura e câmara para a proteção da festa como patrimônio da cidade.

Considerando a importância histórica, cultural e econômica do Santuário do Rocio, o polo de turismo religioso mais conhecido do Paraná,  foi assinada pelo prefeito Marcelo Roque a lei 3.679 que “Declara como Patrimônio Imaterial Cultural e Intangível do município de Paranaguá a Procissão de Nossa Senhora do Rosário do Rocio”. A assinatura foi no dia da padroeira, 15 de novembro, e contou com a presença do Bispo da Diocese, Dom Edmar Peron, vereadores, autoridades e de todos os devotos e romeiros presentes na missa celebrada antes da procissão solene.

A organização estima que passaram pela festa em torno de 150 mil pessoas considerando a parte religiosa com novenas, missas e procissões e a parte cultural nos shows, feira e parque. Este ano os redentoristas, responsáveis pela administração do Santuário, consideraram como um ponto importante deste ano, a maior participação da população local que correspondeu ao pedido das equipes de organização.

Exemplo disso foi quando os devotos acenderam seus celulares na procissão do retorno, dia 16, formando um caminho de luz até a igreja, um dos momentos mais comentados da festa. A TVCI, canal local de televisão, fez uma cobertura completa, o Santuário registrou toda a programação no seu facebook e vários canais de televisão, jornais, sites e outras mídias divulgaram o evento.

Os registros históricos e a tradição local tornaram conhecida a imagem que apareceu nas redes do pescador Berê, na Baía de Paranaguá, em meados do século 17. Depois, quando vinham ao porto, os marinheiros e viajantes levaram a história para os mais diversos lugares do mundo. Agora são os comentários dos turistas, os testemunhos dos romeiros e a divulgação nas redes sociais que aumentam a festa a cada ano. A Festa do Rocio, preservada e organizada coloca Paranaguá na lista dos mais conhecidos centros de turismo religioso do país.

Giolete Babinski/Asimp

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Foto: Giolete Babinski
Foto: Giolete Babinski
Foto: Giolete Babinski

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