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Larvas em residências elevam infestação do mosquito da dengue em Tamarana

Aumentou em 0,9% a ocorrência de criadouros do mosquito transmissor da dengue em Tamarana. O dado consta no mais recente Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) feito pelo setor de Combate a Endemias da Secretaria municipal de Saúde.

O último LIRAa, em junho, havia sido de 0,4%. Já o atual, realizado neste mês de agosto, contabilizou uma incidência de 1,3%. O número indica que, de cada 100 imóveis da área urbana, mais de um está com larvas do Aedes aegypti. O percentual volta a colocar Tamarana em situação de médio risco para infestação do mosquito.

Os três focos encontrados pelos agentes de combate a endemias estavam em residências: uma delas na área central, outra na região dos conjuntos habitacionais Enes Barbosa e Manoel Batista Vieira e, a terceira, na Vila Siena. Ao todo, a equipe vistoriou 236 imóveis da cidade, dos quais 41 eram terrenos sem edificação.

"A mensagem é a mesma: cuidem de seus quintais. O pessoal esteve a campo e encontrou larvas [do Aedes aegypti] em tambor usado para armazenar água [da chuva] – é uma prática bem comum ¬ e em vaso de planta", exemplificou o coordenador municipal de Combate a Endemias, Guilherme Garcia.

"A tendência, a medida que o clima esquente e volte a chover mais, é [o LIRAa] aumentar. O poder público entra na parte de orientação, de mostrar as boas práticas, de mostrar como deve ser feito, mas não depende do poder público entrar na casa ou no comércio da pessoa e fazer a limpeza por ela", acrescentou Garcia.

Casos de dengue

O ciclo epidemiológico encerrado no último mês teve 286 casos confirmados de dengue em Tamarana. O período começou em julho de 2019 e terminou em julho de 2020.

O dado não é definitivo e passa por consolidação por parte da Secretaria municipal de Saúde, mas, ainda assim, já é o maior acúmulo de confirmações de dengue na cidade dos últimos anos. A quantidade de notificações de suspeitas, por sua vez,  chegou a 858.

"O número de casos de dengue foi grande em vários municípios da região. É uma coisa que não acontecia nessa intensidade fazia muitos anos", observou o coordenador de Combate a Endemias.

Lucas Marcondes Araújo/NCPMT

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