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Ao completar 63 anos, comemorados no dia 30 de abril,  o Moinho Globo – sediado em Sertanópolis, no norte do Estado -  inaugura a sua nova planta industrial. A solenidade oficial acontece hoje, sexta-feira, dia 28. O governador do Estado, Beto Richa, confirmou presença no evento.

O Novo Moinho, como é chamado,  opera a plena capacidade desde fevereiro deste ano, produzindo 600 toneladas/dia em duas linhas de moagem a partir de equipamentos de última geração, todos novos, comprados da fabricante suíça Buhler. Moderna, automatizada e estrategicamente localizada entre o Residencial  Moinho Globo e a Associação dos Funcionários,  a nova unidade de produção é um marco na história de conquistas da empresa.

 Segundo o presidente Giancarlo Venturelli, a construção de uma nova unidade já era pensada há cerca de 20 anos, quando houve a aquisição da área de cerca de 144 mil m2, onde inicialmente foram construídos  os Silos e toda a  estrutura da sede da Associação dos Funcionários e, depois, o Residencial Moinho Globo. “O  Novo Moinho  é um sonho de muitos anos. Um projeto planejado, construído passo a passo, seguindo os conceitos e valores que sempre foram priorizados na gestão da empresa”, afirma Giancarlo, completando que a nova planta já  foi dimensionada para produzir até 1000 toneladas/dia, comportando assim uma terceira linha de moagem e novas expansões que estão por vir.

A vice-presidente da empresa, Paloma Venturelli, contabiliza um   investimento de aproximadamente R$ 100 milhões nesta nova unidade,  incluindo recursos próprios e financiados via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “A moagem anual desta nova planta será de 180 mil toneladas. Com esse volume, somado às 135 mil toneladas/ano da unidade atual, alcançamos uma capacidade total de 315 mil toneladas por ano”, garante Paloma, completando que o faturamento anual é de R$ 200 milhões e que a empresa gera atualmente 230 diretos e 500 indiretos.

Tecnologia e sustentabilidade

O Novo Moinho  une a experiência moageira com excelência tecnológica e ambiental.  O gerente industrial Claudio Gonçalves, que esteve junto no desenvolvimento do projeto e acompanhou passo a passo a obra, classifica a nova planta como um dos mais modernos diagramas de moagem do Brasil. “Um software controla todo o  funcionamento, permitindo monitorar online as extrações. As balanças de fluxo, automáticas, pesam a  farinha constantemente e são conectadas ao software, que informa em tempo real aos moleiros”, comenta.

Gonçalves também  frisa a utilização do máximo possível de luz natural, a captação da água da chuva para vários usos  (o reservatório tem capacidade para 300 mil litros) e aquecimento solar para água nos vestiários. “É uma indústria moderna e sustentável, propiciando ganhos de produtividade e redução de custos, ótimo ambiente de trabalho e já traz  espaços pré-definidos para futuras expansões”, resume.

Também foi construída uma área de apoio ao caminhoneiro, com estrutura com sala para descanso e  banheiros com ducha.   Está em construção, já em fase final, a padaria e a cozinha experimental.

As próximas fases da obra incluem a  construção da área administrativa, que vai funcionar anexa à indústria;  a construção de novos silos de armazenagem e a ampliação da  moagem com a implantação de uma terceira linha de 400 toneladas/dia.

Sobre a  nova unidade

-Área do terreno: 120 mil m2

-Área construída: 25 mil m2.

-Capacidade de produção: 600 toneladas dia.

-Investimento: R$ 100 milhões.

-Capacidade da área de armazenagem: 4 mil toneladas de produto acabado, podendo chegar a 8 mil toneladas com implantação do sistema de paletização.

-Inovação com máquina desinfestadora/desintegradora de ovos que destrói eventuais impurezas.

-Exclusiva máquina  Sortex, da Bühler – uma selecionadora óptica que exclui grãos de cores não uniformes, que afetam  a qualidade da farinha. Poucos moinhos no Brasil têm esse tipo de máquina.

- A tubulação  por onde circulam as farinhas é toda em aço inox polido por dentro e por fora, comprado da Turquia. Isso preserva a característica do produto e facilita a limpeza.

- Para que as farinhas circulem pelas tubulações é usado o sistema de transporte pneumático, utilizando ar.

- A iluminação desta nova planta é toda em LED, o que representa uma economia de energia de cerca de 20%.

-No último andar, filtros de ar  evitam a emissão de poluentes no ar.

-Nas moegas, onde o trigo é descarregado, um sistema de aspiração do grão no processo de recebimento  reduz a poeira gerada no tombamento do caminhão.

- A  Sala dos Moleiros é a sala de controle , com todos os equipamentos  automatizados, por meio de software específico. A mesma equipe que operava no moinho  manual foi treinada e assumiu a sala de controle do Novo Moinho.

Asimp/Moinho Globo

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