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Ao todo, 177 municípios paranaenses são beneficiados com água subterrânea. Iniciativa faz parte do programa Água no Campo, desenvolvido pelo IAT e que beneficia cerca de 5 mil famílias por ano.

Qualidade de vida, praticidade e desenvolvimento econômico. Estas são as expectativas de Enio Mondini, agricultor e morador da Vila Rural Vicente Puppio, no município de Jandaia do Sul (Região Metropolitana de Maringá), com a perfuração de um novo poço artesiano nesta semana.

De acordo com ele, a ação do Programa Água no Campo, desenvolvida pelo Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest), vai beneficiar, principalmente, a atividade econômica da região. “Isso vai ser muito bom para nós, ajudar na produção de alimentos, de horticultura e até de piscicultura”, afirma o produtor. “Nós já tivemos várias situações de escassez de água com épocas críticas”, completou.

Além da Vila Rural Vicente Puppio, outras cinco comunidades foram beneficiadas na região nesta semana. São elas: Estrada Velha para Marumbi; Estrada do Guaporé; Estrada da Amizade; Estrada do Murumbizinho; e Estrada do Canutã. Com os novos poços, cerca de 80 famílias de Jandaia do Sul contam com o acesso à água de qualidade.

Água no campo

Através do programa Água no Campo, mais de 650 poços artesianos já foram perfurados no Estado. “Cerca de 5 mil famílias são atendidas por ano, com água de boa qualidade para o consumo próprio e para as atividades produtivas nas pequenas propriedades do meio rural paranaense”, destacou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

 “Com o programa, nós já conseguimos levar água de qualidade para milhares de famílias no Paraná. Assim, conseguimos contribuir com pequenos empreendimentos e também facilitar tarefas do dia a dia”, explica Ronnye Pascoalotto, coordenador do programa.

O programa é desenvolvido em parceria com as prefeituras. A administração municipal fica encarregada de definir o local da perfuração e pelo fornecimento dos tubos de revestimentos ou filtros, combustível, areia, brita, cimento e custeio.

Após a conclusão dos serviços de perfuração, as prefeituras e as comunidades são responsáveis pela regularizar da área de uso em comum, a operacionalização do poço (bomba, reservatório, energia e adução) e a solicitação da outorga de uso do manancial.

Qualidade

A água utilizada em um poço artesiano é oriunda dos aquíferos. Ao todo, 177 municípios do Paraná utilizam única e exclusivamente a água subterrânea para sobrevivência.

De acordo com o chefe do Escritório Regional do IAT em Curitiba, Luiz Fornazzari Netto, é preciso realizar a perfuração com responsabilidade.

 “Além de seguir a legislação com relação à documentação necessária, é indicado que seja contratada uma empresa com corpo técnico capacitado para realizar a perfuração. Assim, evitamos de ter prejuízos por conta do mau uso e também evitamos a contaminação dos nossos aquíferos”, afirmou.

Como obter

Para a perfuração de um poço artesiano, é necessário anuência do órgão ambiental estadual. Após isso, é preciso possuir a Outorga do uso de direto das águas.

Os requerimentos são protocolados por meio do Sistema de Informações para Gestão Ambiental e de Recursos Hídricos (SIGARH), no link www.sigarh.iat.pr.gov.br/sigarh-scrh.

Daniele Iachecen/Asimp

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