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Gestores e servidores que formam a rede de proteção à infância e à adolescência de Tamarana participaram de uma oficina sobre justiça restaurativa conduzida pela juíza da Vara de Adolescentes em Conflito com a Lei da comarca de Londrina, Claudia Catafesta, e pela advogada criminal Claudia Bilachi. Ambas atuam como facilitadoras e mediadoras dessa técnica.

A justiça restaurativa trata-se de uma ferramenta que, baseada em rodas de conversa mediadas por facilitadores, busca resolver conflitos de forma pacífica e consensual. "Vai ao encontro do que a ONU [Organização das Nações Unidas] propõe como [um dos] objetivos do milênio, que é construir uma sociedade em que a cultura de paz prevaleça. É um trabalho de formiguinha, mas que pode dar bons e belos resultados", avaliou a juíza ao fim da oficina.

Há cerca de um mês, a magistrada já havia participado de uma reunião inicial para apresentar a proposta para as secretárias de Assistência Social e de Educação e alguns membros da rede de proteção.

"Nós tivemos uma primeira reunião no início de janeiro com total receptividade da gestão municipal. Voltamos para fazer esse encontro e sensibilizar a rede de proteção em relação à importância do diálogo como ferramenta de composição de conflitos", contou Claudia Catafesta.

Em Londrina, conforme ela, a iniciativa começou a ser implantada em 2014 e já tem gerado mudanças positivas em ambientes como escolas municipais e nos Centros de Socioeducação (Censes) do município.

"A implementação tem sido gradual porque a cidade é grande, mas tem dado excelentes resultados, tem escolas-piloto demonstrando isso. [...] Há um trabalho muito efetivo na área socioeducativa, que é a minha área de atuação, em que nós conseguimos praticamente eliminar a violência física dentro de unidades de internação de adolescentes", relatou a juíza.

Participantes

A oficina agregou 18 instituições, órgãos e setores locais. Ela ocorreu na sala de reuniões da Unidade de Atenção Primária à Saúde (UAPS) Padre Carmel Bezzina, no Jardim Juny, ao longo da segunda-feira (17).

Estiveram presentes representantes das secretarias municipais de Assistência Social, Educação, Fazenda e Saúde; escolas municipais Professora Iracema Torres Rochedo e Professora Taeko Lima Almeida; Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Criança Esperança; Projeto Educando, Brincando e Formando Cidadão; Projeto Solipar; Colégio Estadual Professora Maria Cintra de Alcântara (Cemca); Conselho Tutelar; Casa Lar municipal; Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Professora Sueli Dias de Paula Oliveira; Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas); Hospital Municipal São Francisco; Unidades de Atenção Primária à Saúde (UAPS) Plínio Pereira de Araújo e Padre Carmel Bezzina e da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Tamarana.

NCPMT

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