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Com a conclusão de mais uma etapa da obra, 1.200 imóveis podem ser interligados à rede

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) concluiu uma nova etapa da obra de implantação do sistema de esgoto em Florestópolis. A implantação de um interceptor, tubulação de grande porte que leva o esgoto de vários bairros para a estação de tratamento de esgoto, vai permitir que mais 1.200 imóveis sejam interligados à rede coletora.

Mais de R$ 7,2 milhões estão sendo investidos no município. A primeira etapa das obras foi inaugurada em 2015. No total, a obra atenderá 2.400 imóveis. Quando todos esses imóveis estiveram interligados na rede, Florestópolis alcançará o índice de atendimento de 65% da população com o serviço.

Os moradores devem aguardar a liberação da Sanepar para interligar o imóvel à rede coletora de esgoto. O trabalho de interligação do imóvel ao sistema de esgoto deve ser feito dentro de padrões técnicos. O ideal é que o profissional contratado para fazer o serviço tenha experiência. A cobrança do esgoto passa a ser feita a partir da disponibilização do serviço aos moradores.

 “A conclusão deste interceptor vai possibilitar que mais famílias deixem de utilizar fossas sépticas para dar destino ao esgoto doméstico. Quando mal feitas, as fossas podem trazer riscos à saúde e contaminar lençóis freáticos”, diz o gerente regional da Sanepar em Arapongas, Rodrigo Fernandes Junqueira.

Moradores comemoram

A fossa séptica construída fora de parâmetros técnicos pode trazer outros incômodos aos moradores. O desbarrancamento é o exemplo mais comum de ocorrência, que pode provocar danos na estrutura do imóvel e acidente com moradores. “Já tive duas fossas que deram este problema”, conta André Adão, morador da região Central de Florestópolis. Ao lado da sua mãe, Vera Lúcia, ele comemora a chegada da rede coletora de esgoto em frente ao seu imóvel, que já está sendo interligado.

No caso do Jardim São Manoel, o risco de desbarrancamento é potencializado e estendido a transeuntes, já que muitas fossas estão construídas, inadvertidamente, nas calçadas que são de domínio público. Na frente do imóvel da dona Maria Aparecida de Oliveira Reis uma tampa de concreto encostada no muro evidencia que a fossa já foi aterrada. De acordo com ela, vários moradores da Rua Nicolau Caldeira tinham que usar a calçada da rua para perfurar a segunda ou terceira fossa, porque há um problema com a característica de solo da região. “O melhor é interligar na rede de esgoto. É um benefício para todos”, afirma.  “Agora tudo está mais limpo, não tem mais barata dentro de casa”, observa.

A casa da dona Ana da Silva Lima, também no Jardim São Manoel, quase caiu porque as tubulações foram mal implantadas e uma das fossas do quintal nunca havia recebido o esgoto do imóvel. “Tava indo tudo para debaixo da casa. Se o rapaz (encanador) não vem ver, a casa ia cair”, relata. Ela já mandou aterrar as fossas e interligou o imóvel na rede coletora. Em relação ao serviço da Sanepar, Dona Ana se diz satisfeita e demonstra consciência quanto ao correto uso da rede. “Não pode jogar comida”, comenta ela a respeito da utilidade e da importância da caixa de gordura.

Giovanna Migotto da Fonseca Galleli/Asimp

Maria Aparecida de Oliveira Reis está feliz por ter aterrado a fossa em frente ao seu imóvel - foto: Divulgação

A casa da dona Ana da Silva Lima quase caiu porque o esgoto não corria para a fossa - foto: Divulgação

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