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Trabalho consiste na orientação e fiscalização da ligação do imóvel na rede coletora

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está vistoriando imóveis da cidade de Tamarana para orientar os moradores sobre a forma correta de fazer a ligação de esgoto. Com a implantação do sistema de esgotamento sanitário, mais de 1.400 famílias estão ligando seu imóvel à rede coletora.

Durante o feriado prolongado de Carnaval, estão previstas vistorias nos dias 27 e 28, segunda e terça-feira. A ideia é aproveitar a folga de muitos trabalhadores que não costumam estar em casa durante a semana.

Na vistoria, os técnicos a serviço da Sanepar lançam corante hidrossolúvel e biodegradável no vaso sanitário, ralos do banheiro, pias e tanques. O objetivo é verificar se o esgoto está sendo destinado corretamente. A vistoria é realizada por dois técnicos. O que está dentro do imóvel avisa por rádio o ponto da casa e a cor do corante que está sendo lançado. O outro técnico, na rua, observa a chegada ou não da água colorida na rede da Sanepar.

A correta ligação entre o imóvel e a rede coletora de esgoto prevê caixas de passagens cada vez que a tubulação muda de sentido, além da caixa de gordura na saída da cozinha. A caixa de gordura é um dos principais itens verificados na vistoria, já que a falta dela pode provocar entupimentos na rede.

Um alerta importante que os técnicos fazem aos moradores é o de que água de chuva não deve ir para a rede de esgoto e muito menos o esgoto deve ser lançado na galeria de água pluvial. Esta irregularidade configura crime contra o meio ambiente.

Durante a última semana, o trabalho de vistoria foi realizado em imóveis do Jardim São Roque. Patrícia de Santos Silva mora com a família no bairro há dois anos. Ela achou interessante o procedimento de verificação da ligação de esgoto. “A gente nunca tem certeza de que está tudo indo para o destino certo. Foi bom que vieram verificar e está tudo certo.

Prazo para regularizar

Caso alguma irregularidade seja identificada, o morador recebe uma notificação com o prazo de 60 dias para fazer adequações. Após este prazo, os técnicos contratados pela Companhia fazem nova vistoria. “O certificado de regularidade só é emitido quando todos os itens da vistoria forem atendidos, o que inclui o aterramento da fossa”, explica a assistente social da Sanepar Angela Pagani.

Na casa onde moram Marta Alves dos Santos, seu esposo e quatro filhos, toda a instalação interna também foi feita de forma correta. Ela acompanhou a vistoria e se diz satisfeita com a chegada da rede coletora de esgoto. “Para nós é bom, mas é bom, também, pro meio ambiente”.

Ao final do processo de vistorias, será entregue um relatório com os endereços dos imóveis com irregularidades para órgãos como a Vigilância Sanitária. “Entendemos que a obra de esgoto vem trazer qualidade de vida e também um ganho ambiental para a cidade. Para que isto aconteça, a população precisa colaborar fazendo a ligação correta na rede coletora e usando-a de forma correta. Lugar de lixo é na lixeira e não na rede de esgoto”, destaca Angela.

A obra

A implantação do sistema de esgoto sanitário em Tamarana recebeu investimentos da ordem de R$ 5,757 milhões. Além da construção da ETE, foram implantados 27,5 quilômetros de tubulação. Foram beneficiados pela obra, além da região central, e o Jardim São Roque, os jardins Cristo Rei, Sebastião de Moura Tresse e Juny.

Asimp/Sanepar

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