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Ao chegar aos 65 anos, o Moinho Globo, com sede em Sertanópolis (Norte do Paraná),  abrirá suas memórias à cidade. Hoje, dia 30 de abril – exatamente na data de seu aniversário -, será inaugurado o Memorial Famiglia Venturelli, onde estão guardados fatos marcantes da indústria, hoje uma das mais modernas do Estado, e da família, que se estabeleceu na cidade em 1944, quando o município tinha apenas 10 anos.

A iniciativa de preservar a história partiu do  presidente do Conselho de Administração do Moinho Globo, Mário Venturelli – uma história, aliás, que  acompanhou e contribuiu com o desenvolvimento de Sertanópolis.

O Memorial está instalado no pátio da Associação dos Funcionários do Moinho Globo (Afumg), numa casa de peroba rosa, de 36 metros quadrados, idêntica à primeira residência da família, onde viveram o patriarca Ciro Venturelli, sua esposa Anunciata e os nove filhos durante vários anos. Dali, contrasta com a grandiosidade da nova unidade  industrial do Moinho, construída a poucos metros de distância e  inaugurada em 2017, com capacidade para produzir até 1000 toneladas/dia e considerada uma das mais modernas do país.

Mário Venturelli, o caçula de Ciro e Anunciata, tinha apenas três anos quando a família chegou a Sertanópolis e se estabeleceu na casa de madeira. “Éramos 11 pessoas morando em uma casa de 6 por 6 metros”, lembra.

Ele também se recorda da batalha diária da família, que resolveu abrir uma padaria, mas logo viu que para abastecer os moradores com o pão de cada dia era preciso também produzir a matéria prima, a farinha de trigo. Assim nasceu um pequeno moinho.

No Memorial, uma das peças mais emblemáticas é o primeiro banco de cilindros – importado da Polônia por Ciro Venturelli em 1953. O resgate desse equipamento exigiu muita pesquisa. A família havia se desfeito dele em 1966, quando ficou pequeno para a demanda do Moinho Globo. O primeiro comprador foi de Marialva (PR) e depois  seu paradeiro foi desconhecido, provavelmente passando por vários  outros moinhos pequenos do Sul do  país.

Mário Venturelli conta que, para resgatar essa máquina, foram cinco anos de buscas, questionando sempre os comerciantes de máquinas usadas e ferros-velhos. “Por fim, o  encontramos num ferro-velho de Curitiba”. O banco de cilindros foi recuperado e  pintado em vermelho, sua cor original. Em ótimo estado, o equipamento pesa quase dois mil quilos e é a grande estrela do Memorial.

Ali, os visitantes também poderão conferir documentos e objetos variados guardados ao longo  dos anos, principalmente por Genoeffa Venturelli, mãe do presidente do Moinho Globo, Giancarlo Venturelli, e  por Terezinha Venturelli, filha de Ciro.

O Memorial será ponto de visitação de convidados e também de escolares, mediante prévio agendamento.

Cristina Luchini/Asimp

Foram cerca de cinco anos de pesquisas para resgatar o primeiro banco de cilindros do Moinho Globo - Foto: Divulgação

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