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São relatos de experiências já vividas, histórias de quem enfrenta diariamente diferentes formas de opressão. A roda de conversa também abre espaço para temas leves e diversos como autoconhecimento, saúde emocional, cuidados com os filhos e o corpo, empreendedorismo e independência financeira.

Desde março deste ano, o Grupo Ser Mulher: Apoio e Bem Estar acolhe tamaranenses para um bate-papo sem barreiras a respeito de questões sobre o feminino. Realizada em parceria entre dois serviços da Assistência Social do município – o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) –, a iniciativa ocorre a cada duas semanas, sempre às quintas-feiras, nas dependências do Cras Professora Sueli Dias de Paula Oliveira (Rua Durval Azevedo Costa, 128, Jardim Esperança).

“A maioria [das mulheres] é [vítima de] violência psicológica. A gente percebe que muitas não conseguem desenvolver suas carreiras, seja estudando ou trabalhando, e, aí, ficam dependentes financeiramente dos seus companheiros”, explicou a psicóloga do Creas, Josiane Zorzenon.

“Quando surge uma situação de violência física, é muito mais difícil se desvincular dela por todo o histórico de violência psicológica e patrimonial. É a questão do ‘eu não tenho para onde ir, não tenho como me sustentar’”, prosseguiu a profissional.

O Grupo Ser Mulher é voltado para mulheres de mais de 18 anos, mas, para muitas, os problemas começam antes. “Também trabalhamos com casos de adolescentes que estão em situação de violência doméstica”, contou a psicóloga.

De acordo com ela, o projeto atua como porta de entrada para que sejam feitos os encaminhamentos necessários, mas, para quem não se sente à vontade para falar para o grupo, o Creas também realiza atendimentos individuais.

Este ano, o Ser Mulher já tratou de temas como bem-estar, trabalho, história de vida, infância, autoconhecimento, voto feminino e sexismo. Novas rodas de conversa estão marcadas para 25 de julho e oito de agosto. Durante o próximo mês, ocorre o Agosto Lilás, que busca a conscientização pelo Fim da Violência contra a Mulher, e essa temática será o foco dos próximos encontros.

Mais informações do grupo podem ser obtidas no próprio Creas, que fica na Rua Evaristo Camargo, 1206-B (em frente à Secretaria municipal de Assistência Social). O órgão atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. O telefone da unidade é o 3398-1930. O Cras também está à disposição para tirar dúvidas de interessadas. Seu telefone é o 3398-1960.

Lucas Marcondes Araújo/NCPMT

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