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Grupo percussivo conduz duas noites de festa com shows gratuitos em espaços públicos da cidade. Repertório vai de marchinhas a hits de sucesso
 
Os londrinenses têm motivos de sobra para sair às ruas nos dias de posse do Rei Momo. O Bafo Quente traz mais uma vez ao carnaval da cidade a tradição dos blocos em dois shows que prometem alegrar foliões de todas as idades. As apresentações acontecem domingo (2/mar), no Anfiteatro do Zerão, e terça-feira (4/mar), na Praça Nishinomiya (a “Praça do Aeroporto”), sempre às 19 horas. A programação tem patrocínio do PROMIC, Programa Municipal de Incentivo à Cultura, por meio da Secretaria de Cultura.
 
Composto por quinze integrantes, o Bloco Bafo Quente é conhecido pela potência de sua percussão. Os instrumentos de escola de samba encontram-se com a guitarra, o contrabaixo e o cavaquinho na recriação de canções brasileiras. Os vocalistas Gisele Silva, Guilherme Japa e Tiago Menezes conduzem um roteiro que inclui samba, frevo, ijexá, maracatu, baião, xote, rock e outras misturas. É, aliás, a transformação de ritmos e a adaptação de estilos que chama a atenção no trabalho criativo do grupo.
 
“Somos todos profissionais de música. Temos um estudo constante e estamos sempre em busca de informação para enriquecer o nosso repertório”, comenta o vocal Guilherme Japa. “Este ano, acrescentamos outros instrumentos como o pandeiro e a conga, destacando a influência dos ritmos africanos”, completa Guilherme Caroço, percussionista e coordenador do Bloco.
 
A intenção é que os shows sejam democráticos e tragam ao carnaval londrinense a atmosfera dos blocos de rua e dos bailes de clubes, já em extinção. O horário e os locais escolhidos são propícios à participação de toda a família. Outro atrativo é o repertório variado:   “a gente toca músicas de bandas contemporâneas, como O Rappa e Paralamas do Sucesso, e toca as mais antigas, como Martinho da Vila e Dorival Caymmi, o que acaba agradando todo mundo”, explica Caroço.
 
O set-list especial de carnaval traz marchinhas, sambas-enredo, canções autorais (“Hit da Barra” e “Groove do Bafo Quente”) e sucessos como “Samba pras moças” (Roque Ferreira), “Andar com fé” (Gilberto Gil), “Manguetown” (Chico Science), “Taj Mahal” (Jorge Bem Jor), “Maracatu atômico” (Jorge Mautner, Nelson Jacobina), “Caio no suingue” (Pedro Luís), “Coisinha do pai” (Jorge Aragão, Almir Guineto, Luiz Carlos), dentre outros.
 
Durante a festa, o público presente no Zerão e na Praça Nishinomiya vai receber leques promocionais. De acordo com a banda, confetes, serpentinas e fantasias estão liberados e ficam por conta dos foliões.
 
Este é o segundo ano que o Bloco Bafo Quente integra a programação oficial do carnaval de Londrina. Em 2011, o grupo realizou uma série de shows com patrocínio do PROMIC. Segundo Guilherme Japa, a experiência mostrou o anseio do público local por eventos como este. “Eu lembro de crianças brincando com os pais, o pessoal se divertindo, para nós foi uma experiência única”, recorda.
 
O grupo
 
 
O Bloco Bafo Quente nasceu em 2006 com o objetivo de reunir ritmistas de Londrina em um trabalho de pesquisa sobre percussão e suas possibilidades de integração com outros instrumentos. Participam músicos oriundos de várias bandas da cidade e filiados aos mais diversos estilos, do rock à MPB – o que confere o ecletismo do trabalho.
 
Desde então, o Bloco já se apresentou em cidades do Paraná e do interior de São Paulo. A principal inspiração é o grupo carioca Monobloco, com o qual os músicos londrinenses realizaram intercâmbio no ano de 2011. Atualmente, os integrantes do Bafo Quente se reúnem em ensaios semanais e conduzem oficina permanente de percussão na Vila Cultural Alma Brasil.
 
As atividades ininterruptas do grupo fizeram tradição em Londrina. “Quando começamos, há sete anos, havia pouquíssimos blocos na cidade. Hoje, temos um número de quase dez baterias tocando, a maioria em faculdades. O carnaval é a época que a gente tem para apresentar o resultado deste trabalho”, destaca Guilherme Caroço.
 
Renato Forin Jr/Asimp

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