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Trio elétrico, shows e atividades infantis gratuitas arrastam foliões de todas as idades para o Carnaval de Rua do Bloco Bafo Quente 2020. Programação acontece no sábado (22), domingo (23) e terça-feira (25), e faz de Londrina um dos polos regionais de atração da festa

As mais de 25 mil pessoas que seguiram o trio elétrico no ano passado não deixam dúvida: Londrina tem carnaval de qualidade e, nos últimos tempos, retomou sua vocação como um dos municípios de atração de foliões no Paraná. Em 2020, o Carnaval de Rua do Bloco Bafo Quente foi ampliado tanto em número de atrações quanto em estrutura técnica. O objetivo é levar uma multidão ainda maior para as ruas em uma festa democrática e gratuita.

Serão três dias de programação. No sábado, 22 de fevereiro, o “Bloquinho do CLAC” faz um carnaval para crianças de todas as idades no Zerão (próximo à Av. Aminthas de Barros e ao Sabor&Ar), com atrações das 15 horas às 18h30. No domingo, 23 de fevereiro, o “Trio Elétrico do Bloco Bafo Quente” atravessa Londrina com um cortejo que segue até o Aterro do Lago Igapó; a concentração está marcada pontualmente para as 15 horas no Zerão (na altura do cruzamento das ruas Gomes Carneiro com Sena Martins, em frente à porta traseira do Moringão).

A programação termina na terça-feira de carnaval, 25 de fevereiro, com a “Paradinha do Trio”, marcada para as 17 horas na Praça Nishinomiya (do Aeroporto), com show do CLAC e do BBQ. O projeto é uma realização da APD – Associação dos Profissionais de Dança de Londrina e Região Norte do Paraná e conta com o patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de Londrina por meio do PROMIC – Programa Municipal de Incentivo à Cultura.

Este ano, a festa tem um tema especial: “Por trás da fantasia, todo mundo é igual”, inspirado na frase de Marcelo Quintanilha eternizada na voz de Daniela Mercury. O objetivo é mostrar como o carnaval, enquanto uma das festas mais potentes no país, tem a ensinar sobre aceitação das diferenças, diálogo e empatia em um tempo de acirradas divisões. “Achamos relevante trazer a questão da diversidade como fator positivo do Brasil, como uma de suas principais marcas que vem somar. Falamos em diversidade em todos os sentidos: étnico, religioso, político, cultural”, explica Guilherme Rossini, coordenador do Bloco Bafo Quente. O slogan, simbolizado pela multiplicidade de cores, está presente na arte gráfica, no figurino da banda, no repertório e na letra de uma canção autoral feita especialmente para esta edição da folia, chamada “Até chegar a quarta-feira cinza”, de Renato Forin Jr.

O Bloco Bafo Quente sobe no trio com 23 integrantes, entre equipe técnica e músicos, a maioria percussionistas que trazem para o som da banda o peso de uma bateria de escola de samba. Também compõem a sonoridade guitarra, violão, cavaquinho, baixo e três vocais (Gisele Silva, Guilherme Japa e Tiago Bento de Menezes). De acordo com Rossini, este ano a formação do Bloco foi marcado pelo reencontro de músicos de várias gerações do grupo, que nasceu em 2006 como um coletivo de pesquisa sobre percussão com estudantes e egressos do curso de música da UEL. “Esta é a nossa melhor formação até hoje, reunimos para o carnaval muitos músicos que estão morando em outras cidades”, conta.

O repertório é composto basicamente por canções de vários estilos – do samba ao rock, do funk ao ijexá, do pop ao reggae – adaptados para a levada com marcação percussiva de várias timbragens. Da trajetória de 14 anos, em sete deles o Bloco Bafo Quente fez o Carnaval de Rua em Londrina, com shows públicos em diferentes formatos e com patrocínio da Prefeitura, via Promic. A experiência com o cortejo em 2019 mostra que este foi o modelo que a cidade abraçou, por isso repetem a dose.

Programação infantil e encerramento

Outro diferencial desta edição é um dia dedicado especificamente para o público infanto-juvenil e que será conduzido pelos músicos e artistas circenses do CLAC, que comemora 15 anos de atividade. Toda a tarde do sábado (22) será para os pequenos foliões, com inúmeras atividades e brincadeiras, como corrida de saco e oficinas de máscaras e alegorias, além de um irreverente desfile atrás de um triozinho musical que circundará o espaço do Zerão. A banda de palhaços do CLAC, chamada Sol Fa Mi Rir, realiza um show com cantigas de roda, cirandas e marchinhas de várias épocas tanto no sábado (22) quanto antes da apresentação do BBQ na terça-feira (25), na Praça Nishinomiya, a partir das 17 horas. A programação conta ainda com a participação especial do Plantão Sorriso, que faz o show cênico-musical “Bailinho do Plantão” em outro palco na mesma Praça, e com a banda londrinense “Os Beto”, que mostra para o público a marchinha de carnaval inédita “Marcha das Fake News”, composta por Marco Freire Gomes.

Tradicionalmente, o Bloco encerra a programação de rua na Praça do Aeroporto (Região Leste), com grande quantidade de espectadores vindos de vários bairros. O show este ano, entretanto, não será em palco convencional, mas no próprio trio elétrico, que fará uma “Paradinha” na Praça. Neste encerramento, não haverá cortejo.

Circuito Zerão-Aterro

O domingo (23) é o dia que promete o maior público da programação do Carnaval de Rua. Serão seis horas de shows no circuito do trio elétrico que vai do Zerão (nas proximidades do Moringão) até o Aterro do Lago Igapó, com toda a multidão seguindo o carro musical. A concentração no Zerão está marcada para as 15 horas, mas a partir das 14 horas já haverá som mecânico para aqueles que desejam esticar a farra.

No trajeto, o trio passa por vias como Rua Gomes Carneiro e Av. Higienópolis. O Bloco anfitrião vai conduzir a festa e convida duas bandas da cidade: a Orquestra Ouro Verde e o Bloco Pé Vermelho. Ambas foram escolhidas em um chamamento público em janeiro e que levou em consideração critérios como a qualidade musical do trabalho, a familiaridade do repertório com o carnaval e a potência percussiva.

Como no modelo dos blocos que se transformaram em febre em cidades como São Paulo e Belo Horizonte, o BBQ incentiva os foliões a organizarem coletivos com amigos, familiares ou colegas de trabalho, prepararem fantasias ou alegorias irreverentes, levarem para as ruas estandartes e cartazes. “Já sabemos de muitos grupos de Londrina e de outras cidades que estão preparando bloquinhos divertidos e temáticos. O importante é se divertir, cantar, dançar, dar risada, sempre respeitando a multiplicidade, que é marca do carnaval”, pontua Rossini. Para ajudar na diversão, o BBQ vai distribuir balões, leques e adesivos. O projeto também vai incentivar campanhas de conscientização, como o “Não é não!” (contra a cultura do assédio e a violência dirigida às mulheres), “Recolha seu lixo” (propondo que cada folião leve sacos ou sacolas e dê destinação correta aos seus rejeitos), “Se beber, não dirija” e “Respeite as diferenças” (contra a intolerância étnica, religiosa, ideológica, sexual, dentre outras).

No ano passado, o BBQ propagou campanhas como estas e o resultado foi muito positivo. Foi um carnaval familiar, animado e em paz, sem ocorrências violentas registradas. Este ano, segurança e estruturas de base foram ainda reforçadas pelo projeto, com a parceria de diversos órgãos da Prefeitura. “Londrina já teve épocas muito boas de carnaval e ficou um hiato de alguns anos. Percebemos, principalmente no ano passado, como a população tem valorizado a festa. É notável o aumento de eventos e manifestações. A gente fica muito feliz porque acreditamos que plantamos uma semente. Sempre foi um sonho que Londrina se tornasse um polo turístico no carnaval”, finaliza o coordenador do Bloco Bafo Quente.

Renato Forin Jr./Asimp

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Sol Fa Mi Rir - Banda de Palhaços do CLAC - foto de André Trigueiro

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