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”Tudo tem limite. A gente, como influenciador ou pessoa pública, tem que ter filtros no que vai falar", disse o ator

Sucesso no Instagram e no Youtube com conteúdos de humor e situações do cotidiano, o baiano Cristian Bell falou sobre seu processo de criação.

"Eu faço conteúdos que possam gerar identificação. Meu público é bem baiano. O público daqui gosta e dos outros estados também", conta o ator, que tem mais de 1,3 milhão de seguidores no Instagram.

Com um público bem variado e de diversas faixas etárias, Cristian acredita que o humor tem que ter limites e que não pode valer tudo pela liberdade de expressão. Para ele, não cabe mais ter como alvo de piadas pessoas ou grupos que já sofrem preconceito da sociedade.

"Tudo tem limite. A gente, como influenciador ou pessoa pública, tem que ter filtros no que vai falar, cuidado no que vai dizer, para não  mexer na ferida do próximo, não acabar ofendendo, para não fazer apologia. Antigamente não existia limite, era um humor bem pesado, mas hoje existe. Agora, a gente tem que ter vários filtros para não acabar prejudicando ninguém", pondera.

O jovem, que também é compositor, roteirista e diretor, acredita que quem vive das redes sociais não pode ter medo dos “juízes” da internet, mas de, qualquer maneira, na web é preciso ter cuidado com os os seus atos.

"É tipo pisar em ovos. Você pode cometer um deslize a qualquer momento e o povo acabar te criticando. Mas eu acho que a pessoa não pode se martirizar por causa dos juízes da internet, que não acrescentam em nada na vida dela. A não ser que você cometa um crime, aí tem que ser cancelado mesmo", reflete o baiano, que não gosta da cultura do cancelamento:

"Vamos supor: tenho 4 anos de carreira. Imagina me cancelarem por causa de um erro bobo? Às vezes, quem está criticando é muito pior. Critica o outro porque, por exemplo, traiu a namorada, mas a mesma pessoa comete crimes, infringe as leis. Resumindo, eu faço de tudo para não ser cancelado, mas se um dia eu for, recomeço".

Cristian também falou sobre a cobrança do público dos humoristas de serem engraçados o tempo todo.

"As pessoas me cobram que eu seja engraçado na rua. Hoje em dia é mais raro, mas antes, eu tinha um jeito no Instagram mais risível. Agora eu mostro meu lado mais sério. Apesar de brincar com as pessoas que eu não conheço, não sou invasivo", finaliza.

contato@black.art.br

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