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Para duplicar o atendimento, os voluntários solicitam doação de carnes, extrato de tomate, macarrão, óleo, leite, arroz, além de água sanitária e sabão em barra.

O projeto denominado Casa da Sopa Fraterna Benedita Fernandes, que distribuía uma refeição completa e sopa às quintas-feiras para cerca de 180 pessoas em situação de rua, passará a atender também a este público todas as segundas-feiras durante a fase crítica da pandemia Covid-19, com a entrega de refeição servida em marmita descartável. A decisão de duplicar o atendimento foi tomada pelos voluntários deste projeto porque os outros grupos que realizam trabalho social semelhante e distribuíam alimentos às segundas, quartas e  sextas-feiras, no salão da Rua Sergipe,146, não estão atendendo em função da crise gerada pelo Coronavírus.

 “Já na semana passada notamos que os frequentadores estavam extremamente famintos, pois não houve distribuição de alimentos aqui nos outros dias, como acontecia antes destas medidas de isolamento social. Optamos então por atender às quintas e também nas segundas-feiras, entregando uma refeição mais simples, em embalagem descartável, composta por arroz, feijão, uma proteína e legumes refogados”, contou a advogada Cristiane Cippola, cozinheira voluntária do projeto Casa da Sopa Fraterna Benedita Fernandes.

Desta forma, ela solicita à população londrinense para que colabore doando  alimentos como carne suína, de frango ou boi, linguiça ou salsicha, extrato de tomate, macarrão, arroz, feijão, leite, óleo e temperos como vinagre, orégano e caldo de carne/galinha. Além disso, aumentou muito a demanda por água sanitária e detergente para limpeza e desinfecção dos utensílios de cozinha e do salão e também sabão em barra para serem distribuídos aos frequentadores.

Falta de pessoal

Marilda Canezin, pedagoga e fundadora do projeto social que teve início há 26 anos, explicou ainda que todos os cinco grupos que atuam no mesmo salão localizado no centro de Londrina com o propósito de oferecer alimentação saudável à população mais vulnerável são constituídos em sua maior parte por voluntários com idade acima de 65 anos. Muitos voluntários têm diabetes ou outro fator de risco e, assim, quatro destes grupos não conseguiram manter o trabalho por falta de pessoal. “Ontem começamos a entrega de refeições a partir das 16,30 h, duas horas antes do horário que costumávamos iniciar o jantar e a distribuição da sopa. Nesta quinta, distribuímos 240 marmitas para mais de 180 pessoas. Todos estavam com muita fome e muitos deles levaram duas embalagens”, enfatizou Marilda.

Ela destacou que todos os cuidados sanitários estão sendo tomados e não está havendo aglomeração de pessoas durante o preparo dos alimentos, nem formação de filas na entrega da comida, “pois conforme os frequentadores chegam, eles já recebem a marmita e uma barra de sabão, à porta do salão, sem entrar no recinto, que fica isolado por uma mesa”, detalhou.

A Prefeitura de Londrina em parceria com a Arquidiocese deverá acolher cerca de 150 pessoas em três abrigos, dando-lhes alimentação durante os dias em que permanecerem abrigados. “E os muitos que continuarão no desabrigo precisam continuar se alimentando”, argumenta Cristiane. E com a ausência dos outros grupos atendendo no salão, que já ficou conhecido na cidade como Casa da Sopa, “iremos dobrar o trabalho e precisamos duplicar a quantidade de alimentos atender com uma refeição também às segundas-feiras”, completou a advogada.

Dalva Regina Barboza/Asimp

Pandemia traz redução de grupos de voluntários que atendem população em situação de rua com alimentação – Foto: Rei Santos – agosto/2018

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