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Nesta quarta (28), Ballet de Londrina apresenta o espetáculo “Oração pelo fim do mundo” em Paranaguá, com entrada gratuita

O Ballet de Londrina inicia turnê pelo Paraná para apresentar “Oração pelo Fim do Mundo”, uma das criações mais recentes de seu repertório, com direção de Leonardo Ramos e elenco de treze bailarinos. A circulação começa por Paranaguá, que recebe a montagem nesta quarta-feira, dia 28 de agosto, às 20 horas, no Teatro Rachel Costa, com entrada gratuita e classificação indicativa de 16 anos. Os ingressos serão distribuídos a partir das 19 horas.

Posteriormente, o Ballet segue para outras dez cidades do Estado, dentre elas Apucarana, Pinhais, Araucária, Paranavaí, Castro e Toledo. Nesta turnê, a companhia é apresentada e tem apoio exclusivo da Copel, por meio de projeto aprovado pelo Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Profice), da Secretaria de Estado da Comunicação Social e Cultura e do Governo do Estado do Paraná. A realização é da Funcart (Fundação Cultura Artística de Londrina) e da Prefeitura Municipal de Londrina.

“Oração pelo fim do mundo” é uma súplica de misericórdia e um grito de espanto diante dos horrores praticados pelo homem contra o próprio homem. Uma crise de convivência que se agravou nos últimos anos, mas, que também “é atemporal, acompanha a história da humanidade” – pontua o diretor Leonardo Ramos. A montagem toca em temas urgentes como a intolerância, a violência, o preconceito, o bullying, o ataque às minorias e o ódio pela diferença. “Orar pelo fim do mundo é algo atual e deveria ser eterno”, resume.

No palco vazio de ornamentos ou de cenografia, o que se vê são homens e mulheres comuns, uniformizados por um código de barras. Personagens que aparecem e desaparecem sem deixar vestígios. É na potente coreografia que eles evidenciam suas diferenças. Nos movimentos, que exigem grande dose de teatralidade e habilidade técnica, os bailarinos expõem ápices da crueldade e da fragilidade humana. Para além das construções coletivas, a coreografia propõe que este “fim do mundo” também pode ser uma via-crúcis individual, uma caminhada em que somos, ao mesmo tempo, vítimas e carrascos.

“Foi dos trabalhos que mais me consumiu, pois tomou vida própria e também conta da minha própria vida”, relembra Ramos. Referências às religiões aparecem para lembrar sua tentativa de nos ensinar lições de generosidade e compaixão, embora haja uma indisposição generalizada à empatia. Em meio ao caos, fica a reflexão sobre a urgência do diálogo e do resgate de uma delicadeza perdida. O espetáculo estreou em 2017, após um processo criativo de mais de dez meses, e, desde então, cumpriu dezenas de apresentações sempre com sucesso junto ao público.

Com 25 anos de história, o Ballet de Londrina é uma das companhias mais longevas do interior do país. Desenvolveu uma linguagem própria na dança contemporânea brasileira, caracterizada por movimentos coreográficos que buscam sempre novos planos de apoio para os bailarinos, levando-os a explorar formas inusitadas de deslocarem-se em cena, inclusive em eixos horizontais. Outra característica do grupo é a abordagem de temas profundos sobre a condição humana e social, além da reflexão sobre o nosso tempo.

Renato Forin Jr./Asimp

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