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Companhia apresenta espetáculo comemorativo de 25 anos no Cine Teatro Mauá neste sábado, dia 6

Em dezembro de 2018, o Ballet de Londrina chegou ao seu quarto de século. Para celebrar a importante data, a companhia preparou um espetáculo que conta esta trajetória de resistência. Após duas temporadas de grande sucesso na cidade-sede, o grupo incluiu definitivamente o trabalho em seu repertório com o nome de “Travessia” e começa agora uma circulação por outras cidades, que tem Arapongas como ponto de partida. A apresentação será amanhã, dia 6, às 20 horas, no Cine Teatro Mauá (Rua Uirapuru, 55), com entrada gratuita. A classificação indicativa é livre. “Travessia” integra a programação do I FETAC – Festival de Artes Cênicas de Arapongas, cuja programação segue até 7 de julho.

Em um programa de uma hora e meia, a (des)montagem reúne trechos dos espetáculos mais emblemáticos da companhia e exibe-os de forma mais ou menos cronológica para uma percepção das profundas revoluções de linguagem pelas quais passou até conquistar um lugar só dela na dança brasileira. A coletânea dirigida por Leonardo Ramos é costurada por textos poéticos escritos e narrados ao vivo pelo dramaturgo e ator Renato Forin Jr. A partir da metáfora do “rio da nossa aldeia”, o grupo relembra um pouco de suas origens e os locais para onde navegou na América Latina, África e Europa ao longo deste tempo. 

Os bailarinos permanecem o tempo todo em cena e transformam-se, às vistas do público, de uma peça a outra do programa, que começa na década de 90 e segue até o futuro, com uma amostra da montagem que estreia só no fim de 2019. Dentre os trechos estão “Um ex, um vazio, um dentro, um transbordado” (1993); “...à Cidade” (1996); “Nunca” (2001); “Decalque” (2007); “A Sagração da Primavera” (2011); “Sem eira nem beira” (2014) e “Oração pelo fim do mundo” (2017).

Colocadas assim, lado a lado, as coreografias evidenciam a versatilidade do Ballet de Londrina. “O (crítico de dança) Roberto Pereira (1965-2009) me aconselhava para não continuar fazendo o que já sabíamos fazer muito bem. A nossa busca foi sempre pela reinvenção e a cada novo processo surge algo diferente a ser pesquisado. A capacidade de não se repetir fez com que a gente avançasse no tempo”, explica Leonardo Ramos. Tal renovação não é apenas uma característica temática ou de linguagem, mas se reflete também nos doze bailarinos. Atualmente, o elenco é composto por jovens profissionais, que dividem o palco com veteranos. A questão do encontro de gerações e as transformações do Brasil e do mundo neste intervalo de tempo também são tematizadas no espetáculo. O Ballet é a companhia oficial da cidade e possui convênio com a Prefeitura Municipal de Londrina.

VÍDEO: “Oração pelo fim do mundo” (2017): https://www.youtube.com/watch?v=rU4iACBWi7A

Renato Forin Jr./Asimp

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