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O grupo realiza duas apresentações na Vila Usina Cultural nos dia 13 e 14 de abril.

O que pode um corpo? O que pode o corpo trans na arte? Pode uma travesti falar? Todo mundo tem direito? Todo mundo é teatro? O que esconde sua personagem? O que é ser normal? O que é mais frágil: nossas certezas sobre gêneros e sexualidades ou os corpos que são vulnerabilizados? É possível existir alegria diante de tanta violência? 

Questões como estas são trazidas na peça “Transtornada Eu”. Em seu trabalho de estreia, a Cia. Translúcidas de Teatro compartilha o resultado das experimentações teatrais realizadas com o grupo, formado em julho de 2016. O Translúcidas é fruto de um processo de oficinas teatrais, acompanhado de uma pesquisa de mestrado em psicologia na Unesp de Assis. Este trabalho foi realizado em conjunto com o Coletivo ElityTrans Londrina, grupo formado por travestis e transexuais da cidade. As oficinas tiveram participação de pessoas trans e travestis entre outrxs LGBs. Todxs se reuniram para fazer teatro, um teatro que abordasse experiências pessoais, a partir das potências, das vivências possíveis e dos questionamentos compartilhados pelas pessoas que se achegaram ao grupo.

A peça, que se desenvolve num barracão, convida o público a transitar e, assim, traçar seu percurso acompanhando as cenas dispostas em diferentes espaços do local onde se realiza a apresentação. As cenas são fragmentos que interagem e buscam criar narrativas não-lineares. Essas conexões são parciais, incompletas, dadas a variações. Afinal, são múltiplas visões de que estamos falando. Tudo depende do que se vê. 

A peça seguiu uma proposta de criação coletiva através da provocação cênica de Herbert Proença, e contou com a colaboração, além das que compõem o elenco, de outras pessoas que participaram de momentos diferentes das oficinas. A dramaturgia propõe a recriação de narrativas de vida e foi elaborada coletivamente a partir das experimentações teatrais.

A circulação da peça conta com o patrocínio do PROMIC – Programa Municipal de Incentivo à Cultura, da Secretaria Municipal de Cultura. O projeto conta com apresentações em cinco espaços: Canto do MARL, Vila Cultural Cemitério de Automóveis (já tiveram apresentações), e além da Usina Cultural ainda circula pelas Vila Cultural Alma Brasil e Vila Cultural Flapt.

Herbert Proença/Asimp

Foto Edmilson Luiz Perrota

Foto Fagner Bruno de Souza

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