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O cineasta brasileiro Luiz Rosemberg Filho, falecido recentemente, também será homenageado nesta edição com a exibição do radical Imagens, de 1972;

ORG (1967-1978), monumental obra de Fernando Birri, raramente exibido desde sua estreia no festival de Veneza em 1979, será exibido dia 26/09, quinta, às 19h

A grande homenageada da 1ª Mostra Cine Brasil Experimental, que acontece de 24 a 29 de setembro, no Centro Cultural São Paulo  é a cineasta e artista franco-americana Vivian Ostrovsky, que passou parte importante de sua juventude no Brasil e até hoje tem uma relação muito especial com o país, algo que está muito presente em sua obra. A diretora estará presente no evento e participará de um bate-papo com o público no dia 28 de setembro, às 20h30, no Centro Cultural São Paulo,

A Mostra exibe 13 filmes em curta-metragem realizados por Ostrovsky entre 1983 e 2018, entre eles Copacabana Beach (1983, 10', cor), talvez seu filme mais conhecido, que ela realizou em super-8 na famosa praia carioca; e Nikita Kino (2002, 40', cor e pb), filme documentário experimental realizado com belíssimas imagens de arquivo sobre suas lembranças da antiga URSS, país de origem de seu pai.

A mostra também fará uma homenagem ao recém falecido cineasta brasileiro Luiz Rosemberg Filho, exibindo o radical Imagens, de 1972, filme que durante décadas foi dado como perdido e, em 2014, foi reencontrado na França.

Uma das preciosidades exibidas na mostra é a monumental obra de Fernando Birri (1925-2017), ORG (1967-1978), raramente exibido desde sua estreia no festival de Veneza em 1979 até sua recente restauração em 2012, na Alemanha. O filme será exibido dia 26/09, quinta, às 19h

O argentino Birri foi figura chave do novo cinema latino-americano tanto como realizador de obras fundamentais como Tire Dié (1960) e Los Inundados (1961), como teórico e como co-fundador das escolas de Cinema em Santa Fé, Argentina e San Antonio de Los Baños, em Cuba. Filmado entre 1967 e 1978 ORG foi, segundo seu diretor, o resultado de sua experiência no longo período de seu segundo exílio na Itália. A obra se destaca como visão caleidoscópica sobre a geração dos anos 1970, marcada pelos ventos da contracultura e do ativismo revolucionário, que teve em Birri uma de suas principais figuras no cinema. Também se destaca como experimento formal e perceptivo, misto de filme-ensaio, filme de colagem vanguardista, e épico de ficção científica (protagonizado por Terence Hill, dos filmes Trinity), contendo mais de 26 mil cortes, 700 faixas sonoras e entrevistas com colegas dos novos cinemas pelo mundo como Jean-Luc Godard, Jonas Mekas e Glauber Rocha.

A 1ª Mostra Cine Brasil Experimental é patrocinada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa por meio do PROAC. Ela é uma produção da Cinediário e tem apoio do Centro Cultural São Paulo, do Instituto Goethe e da Cinemateca do MAM-RJ.

Valéria Blanco/Asimp

vivian ostrovsky (1)

Imagens (Luiz Rosemberg Filho)

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