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O filme está disponível gratuitamente para assistir online

O cineclube Cine Cequinha vai promover a às 19h30 do dia 29 de abril um bate-papo online com o fotógrafo e cineasta Ari Cândido Fernandes. A conversa busca abordar sobre o filme dirigido por Fernandes e protagonizado por José Wilker, Flávio Bauraqui, Thalma de Freitas, e também sobre as vivências do diretor no campo do cinema e na militância dentro do movimento negro.

O curta Jardim Beleléu, com duração de 15 minutos, ficará disponível online durante o mês de abril gratuitamente. Para assisti-lo basta acessar o blogue ou o Instagram do Cine Cequinha (cinecequinha.wordpress.com/@cinecequinha) e conferir o link de visualização. Para participar do bate-papo basta se inscrever através do formulário de inscrição. O link do formulário está disponível no blogue do cineclube. Depois de realizada a inscrição, o inscrito receberá informações sobre a participação no bate-papo via e-mail.

O filme ficará disponível gratuitamente de 13 até o dia 29 de abril (quinta-feira).

Jardim Beleléu foi filmado em São Paulo, em 16mm, e conta a história de um metalúrgico que, depois de ser roubado dentro de um ônibus por um casal de assaltantes, busca vingança.

O filme dialoga com o movimento Cinema Negro brasileiro. Filmes deste gênero cinematográfico estão em sintonia com os principais temas das lutas antirracistas no país. Neste contexto, o cinema é utilizado também como uma ferramenta de combate ao racismo e para a desconstrução das representações estereotipadas e depreciativas que são comuns nos filmes realizados por pessoas brancas.

Ari Cândido Fernandes

Ari Cândido é cineasta, fotógrafo e cineclubista londrinense. Integrou o cineclube Centro Universitário de Cultura Artística – CUCA – em Londrina no final da década de 1960.  Cursou cinema na Universidade de Brasília e, ameaçado pela ditadura militar, exilou-se para a Suécia em 1971. Na Europa cursou Cinema Intermediário Cultural em Estocolmo e diplomou-se em cinema na “Nouvelle Sorbonne”(PARIS III- Censier), em 1975

Realizou na França seu primeiro curta-metragem “Martinho da Vila, Paris 77”. Em 1978, foi para África documentar o conflito entre eritreus e etíopes, um dos últimos capítulos da história de independência dos países africanos. Foi fotógrafo nas Agências GAMMA- PARIS e CAMERA PRESS – LONDRES e através delas divulgou as suas fotos, que ainda incluíram passagens pelo Irã, em plena derrubada do Xá Pahlevi, em 1979, Sudão, Argélia, Cuba, Sahaara Ocidental, Nigéria, Benin. Realizou na Eritréia, seu segundo filme em 1978, o média-metragem “Porquê a Eritréia?”(produção franco-tunisiana).

Retornou ao Brasil em 31 de dezembro de 1979. Lecionou Fotojornalismo na UNITAU-Taubaté e na Faculdade Casper Líbero, em São Paulo. Atuou também como Assessor para Assuntos Afro-Brasileiros da Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo de 1983 até 1987.

Em 1980, iniciou as filmagens em 16mm do seu filme “O Rito de Ismael Ivo”, sobre o bailarino negro recentemente falecido. Em 2005, realizou o curta “O Moleque”, baseado em conto homônimo do escritor carioca Lima Barreto. Em 2006, filmou o documentário “Pacaembu Terras Alagadas”. Em 2009, realizou “Jardim Beleléu”, baseado em conto do escritor e poeta negro paulista CUTI. (Biografia informada pelo diretor)

Link de acesso ao filme: https://youtu.be/9zFsb5rl0Q4

Link do formulário de inscrição; https://docs.google.com/forms/d/19rexF0AIQKOUNdkQj03IxBEoBVPyahqeV6v2siSnvZk/edit?usp=sharing

Fagner Bruno de Souza/Asimp

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