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Encontro será na segunda-feira (20), e vai discutir a destinação de recursos específicos para audiovisual no próximo ano

O Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC) realiza, na segunda-feira (20), reunião aberta para debater a possibilidade de destinar um orçamento específico para a área audiovisual em 2019. Toda a comunidade interessada é convidada a comparecer, juntamente com membros do conselho e representantes do Arranjo Produtivo Local (APL) do Audiovisual de Londrina e Região. A reunião irá ocorrer às 19h30, no auditório Vilanova Artigas, localizado na sede da Secretaria Municipal de Cultura. O endereço é Praça 1º de Maio, 110.

De acordo com a presidente do Conselho Municipal de Política Cultural, Luiza Nascimento Braga, será discutida a solicitação feita pela APL Audiovisual, que busca assegurar a participação no chamamento público da Agência Nacional do Cinema (ANCINE) de Coinvestimentos Regionais. Por meio do edital, a Ancine firma parcerias com órgãos e entidades da administração pública direta ou indireta estadual, municipal e do Distrito Federal, e investe recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

Luiza explicou que, com a participação no edital, o valor investido como contrapartida pelo Município é complementado pela Ancine, em até cinco vezes mais. “Para que isso ocorra, é exigido um investimento por parte do Município, e é necessário um edital exclusivo para projetos de audiovisual. Vamos abrir essa reunião para debate, pois essa parceria poderá ser disponibilizada no próximo ano, e precisamos definir se faremos essa destinação de recursos e um novo edital específico novamente para 2019”, contou.

A presidente do CMPC citou que, inicialmente, essa linha de parceria com a Ancine era disponibilizada apenas para as capitais do país. “Mediante uma demanda apresentada pela Secretaria Municipal de Cultura e APL Audiovisual de Londrina e Região, foi aberta a possibilidade para que as cidades do interior também pudessem participar do edital”, destacou.

Luiza reforçou a importância da participação de todos os envolvidos na cena cultural da cidade neste debate. “É muito importante que todos os produtores da área compareçam, e os que não são da área também, para acompanhar como se dá o processo de investimento na cultura da cidade. Essa é uma ação de transparência, abrindo um espaço de diálogo para que as pessoas possam devidamente interferir e contribuir para essa decisão”, frisou.

Segundo o secretário municipal de Cultura, Caio Julio Cesaro, no ano de 2018 já estão aprovados recursos na ordem de R$400 mil para serem destinados a projetos audiovisuais, para que Londrina apresente proposta ao edital de Coinvestimentos Regionais da Ancine. “Pesquisas feitas por entidades e iniciativas da economia criativa mostram que a cada um real investido no audiovisual, são gerados mais dois. Londrina está se preparando para entregar sua proposta e participar do chamamento, na expectativa de buscar o teto de aporte do FSA, com a previsão da quantia de R$2 milhões”, disse.

Para Cesaro, além de ferramenta de expressão artística, o audiovisual é também um instrumento de geração econômica, e que promove o nome de Londrina com a circulação das produções locais em diversas mídias. “Esse é só um ponto de partida para acessarmos os recursos do FSA. Sabemos que a cidade tem muito a ganhar com essa iniciativa, de olhar para o audiovisual como um forte vetor da economia criativa, criando empregos e gerando renda para a cidade. Fora que o audiovisual é amplo, integra diversas áreas, e traz a possibilidade de promover, de fato, uma ampla interação entre as artes e as expressões culturais da cidade”, completou.

Juliana Gonçalves/NCPML

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