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Com o objetivo de incentivar a prática de ballet por meninos, professores da Escola de Ibiporã dão o seu exemplo

A dança é uma arte nobre, que movimenta o corpo, exercita a mente e enaltece o espírito. Em resumo: faz bem para o corpo e para a alma de quem a pratica. E ainda prepara o jovem para a vida, pois todo o processo de aprendizado dos alunos em uma escola de dança, pautado pela disciplina, pelo autodomínio e pela obediência às regras da instituição e pelo respeito aos colegas, os torna pessoas mais responsáveis e seres humanos mais íntegros.

Que o digam todos os bailarinos homens que passaram pela Escola Municipal de Ballet de Ibiporã e que hoje, como profissionais da área ou como professores, repassam o seu conhecimento às novas gerações em escolas ou academias de dança espalhadas pelo Brasil.

Alguns desses jovens que se formaram e que hoje orgulham a Escola de Ballet Ibiporã são Dijalma Junior (coreógrafo e professor em Belo Horizonte), Ivo Junior (bailarino profissional e professor das turmas masculinas em Ibiporã), Eduardo Ávila (aluno do Teatro Bolshoi em Joinville/SC), Leandro Braz (cursando dança na Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo), Juliémer Queiroz e Cleverson Santana, o “Clevinho” (professores de academias e alunos do grupo adulto da Secretaria de Cultura e Turismo de Ibiporã).

Esses profissionais e os alunos atuais (crianças e adolescentes) que freqüentam as aulas na Escola de Ballet de Ibiporã garantem que a dança é uma ótima opção para meninos e meninas, sem distinção.

“Não tem problema algum meninos praticarem ballet. Eu danço desde pequeno e é uma atividade que me realiza, além de ser uma área de atuação profissional”, afirma o professor Ivo Junior. A beleza dos passos de um tango, bolero, salsa ou valsa não seria possível se não houvesse o homem e a mulher formando o par, o que também ocorre em várias outras coreografias.

“Todos, nas escolas e espaços freqüentados por crianças e adolescentes, têm que se acostumar a ver a dança como uma atividade de meninos e meninas, a ver isso com normalidade. Os meninos que se dedicam à dança devem se orgulhar e serem elogiados, nunca discriminados pelos colegas”, enfatiza a diretora da Escola de Ballet de Ibiporã, Leila Assis.

O pequeno Leonardo Martins, 9 anos, tem um irmã que também faz aulas na Escola de Ballet - Beatriz, de 11 anos -, e foi incentivado por sua mãe, Camila Martins, a ingressar na dança. Participou do divertido espetáculo “Peter Pan”, em dezembro de 2017, que motivou mais meninos a procurarem a escola. Tanto que hoje há uma turma específica de meninos, dirigida pelo professor Ivo Junior.

A Escola Municipal de Ballet de Ibiporã possui em média 200 alunos e é mantida pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (SMCT). Existe desde 1990 e é uma referência nacional na área, com prêmios conquistados no Brasil e no exterior.

NC/PMI

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