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Video mapping criado pelos artistas cariocas Rico e Renato Vilarouca será apresentado no aniversário de Londrina dentro do projeto Memórias _uma reinvenção da cidade jardim

Uma projeção mapeada vai transformar a fachada da Biblioteca Pública de Londrina em uma tela para contar um pouco da história da cidade nos dias 10 e 11 de dezembro, a partir das 20hs, em homenagem aos 86 anos de Londrina. A projeção foi criada especialmente pelos artistas cariocas Renato e Rico Vilarouca, com música de Janete El Haouli e José Augusto Mannis.

Estão programadas quatro sessões de projeção (20hs e 21hs), duas no dia 10 e duas no dia 11, dentro do projeto Memórias _uma reinvenção da cidade jardim, idealizado pelo ator e produtor Fabricio Polido.

Hoje (9), às 20hs, toda a equipe técnica estará em frente à Biblioteca Pública para fazer o teste da projeção. Será uma boa oportunidade para os veículos que desejam fazer imagens sobre o projeto e entrevistar os artistas e o produtor.  

“A gente faz projeção para teatro há muito tempo. E começaram a surgir convites para fazermos o que se chama lá fora de architectural mapping, que é essa coisa de mapear prédios, fachadas ou o espaço urbano”, comenta Rico Vilarouca.

“Recebemos a trilha antes de tudo e o Fabrício já sabia o que queria contar dentro da história de Londrina. Então a gente já tinha uma pré-decupagem do que a gente tinha que mostrar nesse mapping”, ressalta Renato Vilarouca.

A trilha foi composta exclusivamente para o projeto por Janete El Haouli e José Augusto Mannis. “Convidei o compositor José Augusto Mannis, da Unicamp, para trabalharmos nessa criação. Quais são as ‘marcas sonoras’ de uma cidade de 86 anos e que tem muita história para contar? Como fugir do ‘oficialesco’ e ‘contar’ a história de Londrina sonoramente? O desafio proposto pelo Fabrício Polido, idealizador do projeto, foi de fazermos a composição sonora como elemento disparador dos outros processos criativos, como o vídeo mapping”, comenta Janete El Haouli.

“A partir de um levantamento minucioso de materiais sonoros que pudessem referenciar as múltiplas faces de Londrina, ou seja, aquilo que poderia ser escutado como uma espécie de ‘marca sonora’ da cidade, iniciamos o processo de seleção e articulação dos materiais sonoros e nos concentramos na condução e na criação de jogos com sons, falas, silêncios, paisagens sonoras e músicas, ou melhor, criação de cenas sonoras. Os desdobramentos, combinações e possibilidades evidenciadas pelos materiais sonoros previamente selecionados induziram o processo de criação da peça como se fosse o resultado de um pensamento que se articula no deslocar do espaço no tempo, dos sons e dos gestos no tempo e no espaço e do espaço no tempo”, explica José Augusto Mannis. 

As sessões do espetáculo audiovisual integram a segunda parte do projeto Memórias _uma reinvenção da cidade jardim, que desde o dia 14 de novembro está iluminando quatro prédios históricos de Londrina: Museu de Arte, Cine Teatro Ouro Verde, Secretaria de Cultura e Biblioteca Pública. A iluminação cênica é concebida e executada por Camila Fontes. Os prédios permanecem iluminados até o dia 13, toda noite, das 19hs às 22hs. 

O projeto reafirma as obras arquitetônicas como protagonistas do imaginário urbano, destacando referências históricas e afetivas que se misturam à identidade londrinense. “Londrina está comemorando mais um ano rumo ao centenário. Esta é uma oportunidade para enxergar a cidade por uma nova perspectiva, reforçando a importância desses prédios para sua história”, destaca Fabrício Polido.

Patrocinado pelo Promic e realizado pela Vila Cultural Flapt!, o projeto MEMÓRIAS _uma reinvenção da cidade jardim faz parte do programa Londrina Cidade Criativa: 85 anos - rumo ao ano 100 e conta com o apoio institucional da Casa de Cultura da UEL.

Ranulfo Pedreiro/Asimp

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