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Site da exposição será lançado na sexta-feira (27/11) e ficará disponível até maio de 2021; interessados podem acessá-lo em: www.londrinasonora.com

Londrina, década de 30. Quais eram os sons que permeavam a escuta dos nossos povos originários e das pessoas que aqui chegavam? O projeto Londrina Sonora traz para o público a partir de sexta (27) uma exposição online e multissensorial, com a proposta de que o espectador faça um passeio auditivo através de fotografias tiradas em Londrina nos anos 30.

Prestes a completar 86 anos, Londrina ainda guarda reminiscências da época de sua fundação. Aliando pesquisa história, fotografia e composição musical em som binaural – o famoso som 3D - a exposição Londrina Sonora irá retratar o período que vai de 1930 até 1939 de maneira inédita.

Resgate da identidade histórica londrinense

Quando falamos da história de Londrina, costumamos pensar na vinda dos colonizadores ingleses e o loteamento feito pela Companhia de Terras Norte do Paraná. A exposição busca ressignificar a história contada a partir desse ponto de vista, trazendo novas perspectivas. “Será mesmo que o Norte do Paraná era vazio e sem forma e somente a partir desse ponto é que começamos a “existir”?”, indaga Calebe Viana, historiador que integra o projeto.

Além de Calebe, a equipe multidisciplinar é composta por Erisla Pastore e Daniel Simitan, compositores, pelo fotógrafo Rei Santos, pela designer Camila Wiechert, pela produtora Laís Iracema e também conta com a jornalista Maria Eduarda Oliveira.

A equipe do projeto participou de de minuciosa pesquisa em busca de imagens, fotografias e documentos que retratassem o período em questão. “Tratamos exatamente dos anos 30 porque a raridade de registros fazem esse período, em que Londrina se tornou cidade, ainda pouco explorado. E julgamos de extrema importância resgatar isso, para contribuir com a formação de uma identidade histórica londrinense", explica Erisla Pastore, criadora do projeto.

Som Binaural / Som 3D

Após a pesquisa, foram escolhidas 30 fotografias e cada uma delas ganhou composições de paisagens sonoras e todas serão reproduzidas a partir da técnica de reprodução de sons binaurais. “Utilizamos essa técnica, o famoso som 3D, para trazer novas perspectivas e nuances para essa história”, conta Erisla.

O som binaural, ou som 3D, é um processo de gravação no qual é simulada a espacialização sonora do espectador. “Para a captação do som, colocamos na cabeça de um manequim microfones posicionados próximos aos dois ouvidos - esquerdo e direito, para atingir o efeito de todo o som real que o espectador pode escutar”, explica Erisla.

As composições que integram o Londrina Sonora serão feitas por Erisla Pastore e Daniel Simitan, que irão trabalhar com a reprodução dos sons binaurais através de um programa específico.

Exposição On-line

Em tempos de pandemia, a exposição, antes planejada para ocupar diversos espaços londrinenses, agora acontecerá inteiramente online, em site que foi criado especialmente para abrigá-la: www.londrinasonora.com

O projeto "Londrina Sonora" é coordenado por Erisla Pastore, conta com o patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC) e apoio do Museu Histórico de Londrina.

Erisla Pastore

Lila Pastore é compositora, arranjadora e violinista. Graduada e pós graduada em música pela Universidade Estadual de Londrina e tem vasta experiência em suas áreas de atuação.

Foi integrante da Orquestra Jovem da UEL e atualmente é colaboradora na BRAVI

Academia de Música, atuando como violinista, arranjadora e compositora. Além de ser colaboradora nos arranjos coletivos, participou da gravação do CD Bichos, Cores e outros amores (2013). Desde 2011 é Assessora Artística do Festival Internacional de Música de Londrina.

Compôs trilhas para teatro

Aterra (2018), espetáculo teatral que realizou diversas apresentações no Paraná e no interior de São Paulo, participando também no Festival de Teatro de Curitiba.

Já no cinema, foi convidada para compor quatro trilhas para o Dramátika - Núcleo de Criação e CineDramaturgia do SESI Cultura Paraná em parceria com a produtora Kinopus (2018).

No ano de 2019 fez arranjos para um concerto especial com clássicos do jazz e do blues para a Orquestra Acadêmica BRAVI.

Além do Londrina Sonora, ainda em 2020, orquestrou a trilha sonora original (composta por Daniel Simitan, que também faz parte da nossa equipe) do próximo longa metragem do diretor Aly Muritiba e participa do projeto Londrina em 4 Atos, que será lançado em breve.

Maria Eduarda Oliveira/Asimp

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