O Festival Internacional de Londrina (FILO) 2026 encerrou sua 58ª edição reafirmando a força de um dos mais tradicionais eventos de artes cênicas da América Latina. Após 17 dias de intensa programação, os organizadores estimam que cerca de 32 mil pessoas acompanharam os espetáculos realizados em teatros, espaços culturais e áreas públicas de Londrina.
A edição deste ano marcou a retomada do festival em seu formato de grande porte, reunindo 51 espetáculos, distribuídos em 75 apresentações, além de oficinas, bate-papos e atividades voltadas à formação artística. A programação contou com grupos e artistas do Brasil, Argentina, Chile, Espanha, Israel e México, ampliando o intercâmbio cultural e consolidando o caráter internacional do evento.
O encerramento aconteceu no último domingo (28), no Cine Teatro Ouro Verde, com o espetáculo "Yo, Mussolini", protagonizado pelo ator, diretor e bufão ítalo-americano Leo Bassi. A montagem utilizou humor, sátira e crítica política para abordar o fascismo por meio da figura de Benito Mussolini e encerrou a programação diante de um teatro lotado.
Também no domingo, o palco flutuante instalado no Lago Igapó recebeu mais uma apresentação gratuita do palhaço mexicano Aziz Gual. O espetáculo "De Risa en Risa" atraiu famílias e espectadores de diferentes idades, reforçando uma das marcas do FILO: levar a arte para além dos teatros e ocupar espaços públicos da cidade.
Festival movimentou diferentes regiões de Londrina
Além das salas de espetáculo, o FILO promoveu apresentações na Concha Acústica, Calçadão, Praça Nishinomiya, Lago Igapó e Escola de Circo, democratizando o acesso às artes cênicas e aproximando novos públicos da programação cultural.
Outra novidade desta edição foi a criação do Espaço Petrobras, ambiente destinado a apresentações artísticas, encontros entre profissionais da cultura e atividades de formação, ampliando os espaços de convivência durante o festival.
Formação e acessibilidade ganharam destaque
O FILO 2026 também investiu na formação de artistas e espectadores. Foram realizadas 16 atividades formativas, incluindo oficinas, bate-papos com grupos convidados e apresentações da Mostra Didática de Artes Cênicas Nitis Jacon, reunindo estudantes, produtores, técnicos e profissionais do setor cultural.
A acessibilidade esteve presente em diversos espetáculos, com recursos como intérpretes de Libras, audiodescrição, legendas e visitas sensoriais destinadas a pessoas com deficiência, ampliando a inclusão e o acesso à programação.
Cultura que impulsiona economia e turismo
Além do aspecto artístico, o festival reforçou sua importância para a economia criativa de Londrina. Ao longo de quase três semanas, o evento movimentou a cadeia cultural, estimulou o turismo, gerou oportunidades de trabalho para artistas e profissionais do setor e atraiu visitantes de diferentes regiões do Brasil.
Com 58 anos de história, o FILO chega ao fim de mais uma edição demonstrando capacidade de renovação e mantendo seu protagonismo entre os principais festivais internacionais de artes cênicas do país, consolidando Londrina como referência nacional e internacional na produção cultural.
FILO 2026 em números
32 mil espectadores
17 dias de programação
51 espetáculos
75 apresentações
16 atividades formativas
13 cidades brasileiras representadas
7 estados e Distrito Federal
6 países participantes
13 espaços culturais e públicos ocupados
Com informação da Assessoria do FILO 2026