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Artistas e produtores cobram agilidade para o pagamento dos projetos aprovados,  a participação na gestão dos recursos da Lei Aldir Blanc e   que não haja contingenciamento na área 

Artistas de Londrina entregaram ontem, 14/07, o manifesto “A cultura de Londrina não pode morrer” ao prefeito Marcelo Belinati e ao secretário de Cultura Caio Cesário. Também foi publicado nas redes sociais do Fórum um vídeo com o manifesto, lido por muitos artistas da cidade.

O movimento, formado por trabalhadores da cultura, cobra da prefeitura o pagamento pelos projetos do Promic selecionados no ano passado (edital 009/2019) e que não receberam os recursos até o momento, a publicação de editais emergenciais para o auxílio aos trabalhadores da cultura, impedidos de trabalhar em função da pandemia, e luta pelo não contingenciamento dos já escassos recursos da Secretaria Municipal de Cultura. Cobra também a participação da sociedade civil na gestão dos recursos que o município vai receber em função da Lei Aldir Blanc,  que dispõe sobre as ações emergenciais destinadas ao setor cultural em função da pandemia.

Confira, abaixo, o texto completo do manifesto:

A Cultura de Londrina não pode morrer!

Manifesto dos trabalhadores da Cultura de Londrina ao prefeito Marcelo Belinati e à população da cidade.

O que queremos do prefeito Marcelo Belinati?

Que ele não corte os já escassos recursos da Secretaria Municipal de Cultura, que pague os projetos selecionados no ano passado (Edital 009/2019) e que publique imediatamente os editais emergenciais do Promic – Programa Municipal de Incentivo à Cultura.

Por que?

Porque Londrina pulsa cultura e arte. Desde sempre. Quem aqui vive ou aqui chega se aconchega nos sons, nas imagens, nos sabores, nos toques e nos movimentos que tecem poéticas em cada canto da cidade. A feliz cidade da arte arde, incendeia corações e mentes.

Porém, agora, o outro lado da moeda: a triste cidade do momento. A cidade que mata é a cidade que morre, que adoece. A parte da cidade que enaltece a riqueza de uns e despreza morte de outros, padece de poesia, sensibilidade e humanidade.

Não conseguimos respirar. Precisamos respirar!

A cultura é antes de tudo, antídoto.

Da brutalidade.

Contra as ideias de força, a força das ideias... Da imaginação, da criatividade, da boniteza.

A gente não quer só comida – que já falta. A gente quer comida, diversão e arte... máscaras, álcool gel, isolamento/distanciamento social, transparência, serviço público e gratuito de saúde. A gente quer renda emergencial, empatia, solidariedade. A gente quer direitos! A gente quer viver!

Londrina é um importante polo cultural, fruto da luta incansável dos trabalhadores da cultura. Do ponto de vista econômico geramos três empregos enquanto, com o mesmo recurso, outros ramos da economia geram um posto de trabalho. A produção cultural de Londrina garante uma gama rica e diversificada de empregos, atrai recursos para o município e estimula o turismo. Porém, apesar da importância econômica, atuamos prioritariamente pela democratização do acesso à produção, à circulação e à fruição artística/cultural, visando à dignidade humana.

As atividades das vilas culturais, dos coletivos, dos festivais, dos artistas, dos produtores e agentes culturais são um chamamento à construção de outro mundo possível. Mais justo e belo.

Apesar disso, muitos de nós estamos passando necessidades em decorrência da Pandemia. Vivemos com nosso público. Subsistimos do nosso trabalho. Fomos os primeiros a parar e seremos os últimos a voltar. Sem recursos, sem trabalho e em breve sem condições de produzir cultura. Muitos estão vendendo acervos, equipamentos e instrumentos de trabalho para conseguir colocar comida na mesa da família. E temos dinheiro da cultura parado no caixa da prefeitura. É impressionante a morosidade da prefeitura para enfrentar os problemas emergenciais.

Vamos reverter essa situação!

É nosso desejo, necessidade e vontade.

É o que a vida quer e precisa.

Por isso, prefeito Marcelo Belinati, não corte recursos da Cultura, pague os projetos selecionados e publique os editais emergenciais do Promic.

A Cultura de Londrina não pode morrer!

Claudia Silva/Asimp

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