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“Na vida de um escritor, a ideia para uma história surge das mais diferentes maneiras. Esta, da menina e a planta, brotou inesperadamente, abruptamente, numa conversa com minha filha. E aí o texto foi nascendo.” Assim a paranaense Marcia Paganini, autora de “A menina e a planta”, lançamento infantojuvenil da editora Madrepérola, explica o  processo de criação da obra.

O livro conta a história de Mari, que, como toda menina de sua idade, está crescendo e passando por processos de transformação. Certo dia, percebe que uma planta está nascendo nela. No começo, não dá importância para esse evento, mas aos pouco, a planta começa a lhe causar desânimo e tristeza. Mari prefere não contar para a mãe sobre isso, mas descobre que precisa de ajuda para lidar com aquela situação.

A metáfora da planta que nasce e cresce na menina pode representar, para o leitor, diferentes ideias. Conforme teorizou o estudioso alemão Wolfgang Iser, o texto literário possui o pólo artístico, que consiste no texto do autor, e o estético, que se dá na realização feita pelo leitor. Uma obra, portanto, não se limita nem à ao texto em si nem ao leitor, mas se concretiza no encontro de ambos. Diante do texto, o leitor colocará em jogo suas experiências anteriores, seus pontos de vista, sua visão de mundo e, a partir daí, construirá um significado, que será único.

O livro conta com belas ilustrações feitas pela artista gráfica paulistana Andréia Vieira. Ela optou por uma paleta de cores reduzida, o que corrobora com o tom sóbrio do texto de Marcia Paganini. O jogo de claro-escuro vai construindo a ideia de oscilação dos sentimentos da personagem. No clímax da narrativa, o escuro, a falta de luz predominam. À medida que a personagem passa a entender o que fazer com sua planta, começa a “abrir” a luz nas páginas do livro, até uma total luminosidade no final.

No decorrer da obra, há alguns símbolos que ajudam a (re)construir os sentidos do texto, como a libélula que, conforme explica Andréia Vieira, simboliza a transformação e o equilíbrio e representa na obra a busca pela leveza da alma de Mari.

A menina e planta é um desses livros que não se limita a uma faixa de idade Pode ser lido por crianças, por jovens e por todo leitor que queira penetrar nos sentimentos de uma personagem através de uma narrativa que alia o verbal e o visual de maneira indissociável e única.

O livro é lançado hoje, dia 22 (terça-feira) na programação da Semana do Livro e da Biblioteca promovido pelo Sesc Londrina. 

Rafael Silvaro/Asimp

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