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Com recorde de público,  debates, palestras, performances, saraus, shows, peças, oficinas, feira de livros e projetos de extensão à comunidade foram realizados durante 8 dias

A literatura como lugar de resistência frente a tempos instáveis transitou por  todas as suas  formas de manifestação artístico-literária, de 4 a 11 de maio, durante o Festival Literário de Londrina – Londrix . Com recorde de público, os debates, palestras, performances, saraus, shows, peças, oficinas, feira de livros e projetos de extensão à comunidade fizeram a 15ª. edição especial com a participação de mais de 5 mil pessoas em todas as atividades.

Para os organizadores, o Festival chegou ao fim cumprindo seu objetivo, celebrando o universo literário e a formação de leitores, conectando escritores, editores e o público na cadeia de produção e circulação do livro e serviços da cultura relacionados.  Toda a programação do evento foi pensada com objetivo de aproximar o festival da comunidade, em especial, a área acadêmica e as universidades.

“O Londrix cumpriu seu objetivo no sentido de trazer uma reflexão sobre vários temas e sobre a cidade, atingindo da criança ao idoso. Nosso objetivo é formar cidadãos conscientes, oferecendo atividades que permitam acesso a produção e informação, apresentando todas as formas de manifestação da literatura”,  explica Christine Viana, diretora do Londrix.

Ela destaca ainda um outro aspecto do festival que são as diferentes faixas etárias que circularam pelo Museu Histórico Pe. Carlos Weiss e a Vila Cultural Cemitério de Automóveis, locais que concentram a maior parte das atividades. “Realizamos um festival que contemplou  o público infantil, infanto-juvenil, adulto e idoso”.

Para o professor Frederico Fernandes, do Departamento de Letras Vernáculas e Clássicas, do CCH, curador do Londrix desde 2010, o festival proporcionou uma discussão e reflexão a respeito do tema resistência por meio da interação e integração da comunidade.

Embora a palavra resistência seja usada dentro do âmbito político, ela foi entendida num contexto muito mais profundo do seu significado no Londrix. “A resistência está nos vários temas propostos como a inclusão de filhos com necessidades especiais, protagonismo de mulheres, protagonismo da periferia, a  questão política da Palestina,  entre tantos outros. “Acreditamos que por meio da  literatura estamos abrindo um caminho da sensibilização, da humanização, do diálogo, da troca”, afirma o curador

 “Nunca vi um museu tão cheio com pessoas interagindo”, acrescenta Frederico Fernandes, lembrando que foram vários lançamentos de livros, como o do Moacyr Medri, que foi um sucesso de público; várias mesas de debates;  bate-papo com convidados como Sérgio Vaz e Leandro Palmerah, que reuniu um público intenso de cerca de 300 pessoas; e ainda aula show, vídeo-poema e o Poesia in Concert, que reuniu quatro feras: Mário Bortolotto, Rodrigo Garcia Lopes e Maurício Arruda Mendonça e Sílvio Demétrio.

Também ocorreu o debate sobre como viver de literatura em Londrina reunindo três escritores jovens já premiados: Renato Forin, Felipe Melhado e Felipe Pauluk e ainda  as mesas Protagonismo de Mulheres, que trouxeram nomes como Livia Natalia (BA) e Carmem Faustino (SP).  Uma das propostas era sempre de mesclar as mesas com  artistas londrinenses e nacionais.

Também ocorreram atividades ligadas aos projetos de extensão à comunidade, como  Dedo de Prosa,  Assalto Literário, Sarauzinho , que são desenvolvidos ao longo do ano.

Asimp/AARPA

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