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Filme, com várias cenas gravadas em VHS, conta a história de oito primos desaparecidos misteriosamente durante o verão de 1992 em um caso não solucionado até hoje

A Sessão Vitrine lança no dia 19 de setembro, nos cinemas e nas plataformas de TVOD, “Os Jovens Baumann”, longa de estreia de Bruna Carvalho de Almeida. O filme mistura a linguagem de arquivos familiares em VHS com imagens documentais em HD. Ambientada em 1992, a trama narra a história de oito primos que passavam as férias de verão na fazenda da família, em Santa Rita d’Oeste, no sul de Minas Gerais, quando, da noite para o dia, uma grande tragédia acontece: todos eles desapareceram.

Sem solução, o caso foi arquivado, deixando como únicas possíveis pistas, algumas fitas VHS encontradas em 2017, com imagens feitas por Isadora Baumann, a mais nova entre os primos e quem filma tudo. As gravações mostram momentos descontraídos entre a mais jovem geração desta que já foi uma das famílias cafeeiras mais importantes do estado. Como se não estivessem preocupados com nada além de estarem ali, Jota, Ana Paula, Caio, Fred, Tito, Bia, Debby e Isadora apenas se divertem como quaisquer outros adolescentes. 

O longa, gravado em estilo found footage (falso documentário), tem uma ruptura de tempo. Vinte e cinco anos após o ocorrido, as fitas produzidas durante as férias dos primos são resgatadas pela filha de um antigo funcionário da fazenda, cuja infância foi marcada pelo desaparecimento dos jovens Baumann, e que depois de tanto tempo, procura nessas imagens caseiras uma explicação para o acontecido. De volta aquele verão, os jovens agora parecem melancólicos, sombrios. A medida que a narradora rememora o passado, os primos parecem imitar o cotidiano daqueles que viveram ali quase um século antes deles. Passado e presente se misturam, e os jovens agora se despedem de sua juventude e da linhagem Baumann.

Sobre o genêro do filme, a diretora explica, “Eu tenho muita dificuldade com os termos mockumentary, ou falso documentário de arquivo, justamente por não gostar da palavra 'falso' para esse projeto. Enquanto eu fazia o filme, eu sempre tinha em mente que as narrativas se utilizam de determinados artifícios de linguagem para se contar. Nesse sentido, eu acredito que o VHS e o registro amador não servem para enganar o espectador quanto à sua veracidade, mas para fortalecer e potencializar essa história”. 

 “Os Jovens Baumann” é um longa nacional, com produção assinada pela SANCHO&PUNTA, que já levou aos cinemas filmes como, “Avanti Popolo”, “Invisível” e “Los Territorios”. A distribuição no Brasil é da Vitrine Filmes, por meio do projeto Sessão Vitrine, que tem ingressos mais baratos nos cinemas parceiros e estreia simultânea em plataformas digitais, como: Apple TV, Google Play/YouTube Premium, Now e Vivo Play.

Sinopse

1992. Os Jovens Baumann, últimos herdeiros de uma prestigiosa família de Santa Rita d’Oeste, sul de Minas Gerais, desapareceram sem deixar vestígios. 2017. Uma caixa com fitas VHS é encontrada, contendo registros caseiros de seus últimos momentos, durante suas férias na fazenda da família. Através da compilação desses arquivos familiares, o filme reorganiza os fragmentos de um mistério até hoje sem solução.

Sobre A Diretora

Bruna Carvalho Almeida é de São Paulo, Brasil, e graduou-se em Audiovisual pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo em 2012. Durante sua graduação, trabalhou com curadoria e produção no Cinusp Paulo Emílio, organizou diversas mostras de cunho autoral, entre elas a mostra “Fragmentos da História – o cinema de compilação”, com participação do cineasta Eduardo Coutinho. Começou trabalhando no teatro em 2011 e estudou dramaturgia durante sua graduação em cinema. Escreveu o espetáculo 'A Peste Invade Atenas', do grupo 'Teatro da Peste', com direção da Júlia Burnier, sendo a mesma encenada em 2014 em diversos espaços como o Centro Cultural São Paulo, o Festival Isnard Azevedo, Florianópolis, SC, entre outros. Realizou diversos trabalhos como montadora, entre eles o longa-metragem ‘Fabiana’, da diretora Brunna Laboissière, vencedor do prêmio do público no 9º Olhar de Cinema – Curitiba Int’ Festival (2018), e o curta metragem ‘Mesmo com Tanta Agonia”, da diretora Alice Andrade Drummond, selecionado para Mostra Competitiva do 51º Festival de Brasília (2018). Realizou como diretora o curta metragem “Correspondências do Front”, exibido no 26º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo 2015, no 9º CineBH, no Jakarta International Documentary and Experimental Film Festival 2016, e no 14º International Festival Signes De Nuit- Bangkok 2016. “Os Jovens Baumann” é seu primeiro longa-metragem como diretora.

Mariana Ribeiro/Asimp

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