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“Já tô no samba” traz as diversas facetas do gênero: riso, drama, romance e gingado

“Não acho que o samba esteja se renovando. O samba nunca morreu. Não vai morrer. Vai achar seus caminhos, vai dialogar, vai misturar, vai encontrar vozes, vai traduzir seu tempo, vai contagiar, vai emocionar. Estamos vivendo uma fase em que o samba dialoga com o passado, mas olha e fala do presente.” É esse o espírito do artista Paulo Vitor Poloni e seu mais novo álbum “Já tô no samba”.

Em dezembro, Paulo Vitor, figura consolidada da cena musical londrinense, lança seu álbum “Já tô no samba”, composto apenas de canções inéditas. O álbum é o terceiro da carreira de Paulo e tem composições inéditas de Alfredo Del Penho, Miguel Rabello e Sérgio Santos, além de canções próprias escritas ao longo dos anos.

O evento acontece no próximo dia 11, às 20 horas, no Museu Histórico de Londrina (R. Benjamin Constant, 900). A classificação é livre e a entrada é gratuita.

Resultado de uma pesquisa com samba e música brasileira que já completa quase duas décadas, o músico desabrocha neste trabalho dedicado ao gênero que mais representa a nossa cultura: o samba.

“Acho que tem um pouco de tudo que eu gosto no samba. Tem coisa bem divertida, tem coisa bem leve. Tem dramas pesados. Tem choro canção romântico. Tem bossa nova. Tem gafieira. Tem samba, muito samba! E tem arranjos lindos e um time de músicos da pesada.” É o que garante o artista.

Com patrocínio do Promic, lei de incentivo à cultura da cidade de Londrina, o disco foi produzido pela Alavanca Produções Artísticas, dirigida por Davi Di Pietro. Quem assina os arranjos é o músico multi-instrumentista André Siqueira. Além dele, responsável pelos violões, flauta e guitarra no disco, Fabrício Martins assina a produção de áudio e pianos; Diogo Burka executa o baixo, Bruno Cotrim a bateria, e Sal Vinícius e André Vercelino as percussões.

Ao longo de sua carreira, Paulo fez contatos musicais pelo Brasil afora, o resultado está impresso no disco e nas canções feitas especialmente para ele. “Eu sinto que meu trabalho dialoga com a tradição do samba dos anos 1930, 40 e 50 pela identificação com esse repertório e esses compositores, mas também com outras gerações que beberam desta fonte. Eduardo Gudin é uma grande referência, Paulinho da Viola. Além disso, a nova geração de compositores e cantores, com quem tenho tido a oportunidade de trabalhar me influencia muito, Marcos Sacramento, Pedro Miranda, João Cavalcanti, Alfredo Del Penho, Miguel Rabello, Sérgio Santos, entre outros.”

Inclusive, quem assina o texto de apresentação do álbum é o músico Alfredo Del Penho, cantor e compositor carioca. Alfredo relata: "Como é bom ouvir um artista inquieto, que pavimenta sua estrada tendo como referência a história riquíssima da nossa música popular, e que caminha olhando pra frente, trazendo o seu olhar pro nosso tempo e pro que vive".

Alfredo encerra o texto de apresentação dizendo: "Certamente os apaixonados pela riqueza musical brasileira ganham muito com esse disco e com a presença desse artista no atual cenário, e eu, que não moro na região sul do país, fico feliz em saber que a cada dia Paulo é um dos artistas necessários e fundamentais pra fortalecer ainda mais esse potente polo cultural".

Paulo Vitor Poloni

Nascido em Londrina, Paulo Vitor Poloni é cantor, compositor, ator, produtor, preparador vocal e arranjador. Graduado em Licenciatura em Música e Administração pela Universidade Estadual de Londrina, e Pós-graduado em Arte Educação, iniciou seus estudos musicais em 2003 com a Maestrina Lucy Maurício Schimitd. No mesmo ano iniciou seus estudos de violão e piano. Estudou com importantes nomes do cenário da música brasileira vocal, como Fátima Guedes, Jane Duboc, Lívia Nestrovski, Amélia Rabello, entre outros.

Produziu e atuou como cantor em dois discos do projeto Música Criança, “Bichos, cores e outros amores” e “Um Circo diferente”, trabalhos que resultaram em dois espetáculos cênico-musicais voltados para o público infantil.

Produziu e atuou como cantor no disco “Trio Mambembe – A Sambópera do Malandro”, resultado do espetáculo homônimo, que estreou em 2012.

Atua hoje como cantor em trabalhos voltados para a MPB, como “Duo Policarpo”, que lançou seu primeiro disco em 2019, e voltados ao samba, com o “Gafieira 43”, que já dividiu o palco com artistas como Pedro Miranda e Nina Wirtti.

Thalita Alcantara/Asimp

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