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Funcart inicia mais um ano do projeto Brisa - Saraus Artísticos, que promove a integração entre artistas, sociedade e pessoas em vulnerabilidade social. Primeiro sarau de 2020 acontece nesta quarta-feira, dia 5

Esta semana, a Fundação Cultura Artística de Londrina (Funcart) dá continuidade a um projeto que tem rendido ótimos resultados no sentido de devolver cidadania a pessoas em situação de rua por meio do direito constitucional à arte e à cultura. Trata-se do “Brisa”, que promove saraus e outras atividades voltadas especificamente para este público e abertas também a toda a comunidade, com periodicidade mensal e em diferentes pontos da cidade. Nesta quarta, dia 5, às 9 horas, o Brisa acontece no Centro POP, localizado na Av. Celso Garcia Cid, 1265. O local é um ponto de atendimento da Secretaria de Assistência Social, que apoia o projeto. O patrocínio é da Secretaria Municipal da Cultura de Londrina, por meio do PROMIC – Programa Municipal de Incentivo à Cultura.

Este primeiro sarau do ano contará com atrações ligadas à música, ao circo e ao teatro, além do tradicional palco aberto, para que pessoas do público exponham suas habilidades artísticas. A programação começa com uma Vivência Criativa conduzida por Silvio Ribeiro, coordenador do Brisa e da Escola Municipal de Teatro de Londrina. “É um momento para envolver o público participante e deixá-los à vontade para se colocar também como fazedores de arte, com exercícios rápidos de respiração, de concentração, de improvisação”, explica Silvio. Na sequência, haverá recital de violão solo com Arthur Guimarães, a esquete teatral “Mortos têm mãe?”, que aborda a violência do Estado, e a apresentação circense “Paixonites de um galalau”, com alunos e ex-alunos de artes cênicas da UEL.

Mesmo com os artistas convidados, a intenção do projeto é que o público em vulnerabilidade social seja o protagonista do trabalho e sinta-se integrados à comunidade cultural. “Eles realmente se colocam, têm o que dizer, têm o que mostrar em forma de música, de poesia, de encenação”, completa o coordenador. Um exemplo dos frutos gerados pelo Brisa é a Cia POP Show, grupo teatral formado por pessoas em situação de rua ainda na primeira edição do projeto e que continua o trabalho com ensaios semanais.

Nesta segunda temporada, que começou em outubro de 2019, o Brisa avançou as fronteiras do Centro POP e passou por importantes pontos de Londrina, como a Concha Acústica e o Terminal Rodoviário, chamando a atenção para a expressividade dos atendidos pela Assistência Social e sua capacidade de elaborar reflexões sobre suas vivências. “A marca principal do projeto Brisa é levar as pessoas que estão em situação de rua a um momento que só a arte é capaz de proporcionar – leve, de alegria, de apreciação. Mas a gente também quer refletir sobre questões que afetam e afligem a sociedade brasileira, principalmente as pessoas em vulnerabilidade social”, pontua o produtor João Ribeiro.

Esta segunda temporada do Brisa contará ainda com dois saraus: no dia 25 de março no mesmo Centro POP e no dia 13 de maio na Concha Acústica. Entre os dois, o projeto promove outra atividade importante: levará os atendidos do Centro POP a espaços culturais da cidade para assistirem a espetáculos de companhias consagradas da cena artística local, o Ballet de Londrina e o grupo vocal Entre Nós. Outra boa notícia é que a terceira temporada já foi aprovada pelo PROMIC e dará continuidade ao projeto no segundo semestre de 2020.

Renato Forin Jr./Asimp

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