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Livro de contos do advogado Elizandro Pellin ressalta a cultura e os personagens de sua infância, no sudoeste do Paraná

Os personagens e as  lembranças de uma infância vivida numa pequena cidade à margem do Rio Santo Antonio, na fronteira sudoeste do Paraná com a Argentina, agora habitam as páginas do livro Vaca Preta em Noite Escura, que o advogado Elizandro Pellin lança no próximo dia 22 de outubro, pela editora Thoth.

São páginas repletas de histórias vividas ou observadas por Pellin e que ganham cores com sua imaginação povoada pela rica cultura gaúcha, fortemente presente na região de sua infância e adolescência.

 “Minha infância foi exótica e rica em acontecimentos, numa bodega ou venda, que se confundia com a residência da família, localizada na margem direita do pequeno rio Santo Antônio, divisor entre Brasil e Argentina. Aquele mundo e seus personagens constituem as raízes de meus contos/causos”, conta ele.

Advogado em tempo integral e “metido a escrever” nas horas vagas, como gosta de falar em tom de brincadeira, Pellin é, na verdade, um apaixonado pela cultura regional. Há quase 20 anos, ininterruptos, apresenta, como voluntário da Rádio UEL, o programa  “Sons do Minuano”, divulgando a arte popular gaúcha em música, prosa e verso, também com frequentes incursões por culturas de outras regiões do país e América Latina, em especial, segundo ele,  a porção ignorada pela grande mídia.

O seu primeiro livro de contos – e que leva o nome do primeiro conto que escreveu - também foi movido por essa paixão e pela percepção de que o universo de sua infância não existe mais. “A memória e a história dessa microrregião estão se perdendo. Assim, ciente de minhas limitações – só tem tu, vai tu mesmo! – comecei a rabiscar. Desde a primeira escrita até o livrinho tomar forma, a gestação se estendeu por mais de dez anos”, relata, com humor.

Como escreve Heriberto Ivan Machado, pesquisador, historiador, cronista e ensaísta, na apresentação do livro, as histórias vivenciadas por Pellin são relatadas com a intenção de contribuir para a preservação da memória fronteiriça.

“Estão cheias de personagens familiares, humanos, ingênuos, folclóricos, valentões... que pertencem (ou pertenceram) a um grupo de migrantes que povoou esse cantão sudoestino do Estado do Paraná. O tom anedótico tem um sabor inigualável. O seu jeito de escrever através de uma linguagem nítida, de uma simplicidade cativante, sem os rebuscamentos retóricos, com humor, ironia, faz que nos sintamos como quem já tivesse participado dessas aventuras”, escreve Heriberto Machado.

Benê Bianchi/Asimp

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