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Samba não se aprende no colégio, como já dizia Noel Rosa. Mas, então, onde é que se aprende? Uma roda reunida em Londrina tem provado do privilégio de estudar, pesquisar e experimentar o samba entre mulheres, em encontros regados a café, boa conversa e com as crianças correndo em volta. Foi em busca de um ambiente mais livre para o desenvolvimento de mulheres instrumentistas que surgiu o Estudando Samba, que coloca o bloco na rua neste sábado, a partir das 16h, na Vila Cultural AlmA Brasil (R. Argentina, 693).

O grupo, formado em 2018 por artistas que já vinham desenvolvendo diferentes trabalhos de cultura popular na cidade, integra um grande movimento de protagonismo feminino que se observa em todo o Brasil, tanto no samba quanto em gêneros como o coco e o maracatu.

Prova dessa tendência foi a organização do I Encontro Nacional de Mulheres na Roda de Samba, no final do ano passado, e também a publicação da coleção Sambas Escritos, pela editora Pólen, que enfatiza a participação da mulher negra na consolidação dessa manifestação popular, não apenas em seu contexto histórico, mas a partir de práticas contemporâneas em que as mulheres assumem funções antes reservadas aos homens no fazer musical. Em Londrina, a experiência é derivada de outros projetos que abriram caminho para o protagonismo feminino na música, como o Entretantas, Pisada da Jurema, Baque Mulher e o Samba Delas.

O Estudando Samba é formado por Camila Rios, Suyane Alves, Marise Gomes Corrêa e Silvia Borba (percussão), Natalia Lepri (cavaco), Rakelly Calliari e Laís Marques (violões), Lara Moratto (flauta), Juliana Barbosa e Solange Bronzatti (pesquisa e percussão), enquanto todas se revezam no canto e nos coros.

O repertório tem lugar de destaque para canções compostas por Ivone Lara e Leci Brandão, além de sambas de autoria londrinense. No show preparado para este sábado, o grupo também presta uma homenagem a Beth Carvalho, entoando canções imortalizadas pela madrinha do samba. Afinal, assim como a Vila, essa turma não quer abafar ninguém / só quer mostrar que faz samba também.

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