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Banda de Londrina anuncia repertório de inéditas em show aberto com convidados especiais nesta sexta (22)

Com mais de uma década de estrada, a Sarará Criolo é das bandas mais conhecidas dos londrinenses. Se, na execução de covers, os músicos já imprimem seu estilo, agora avançam definitivamente rumo às criações autorais. Nesta sexta-feira, dia 22, às 18h30, o grupo apresenta pela primeira vez ao grande público as onze composições de seu primeiro CD em um show gratuito na Concha Acústica. Além do disco físico, a Sarará lança também neste primeiro semestre as canções em plataformas digitais, como Deezer e Spotify.  O projeto conta com o patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura, por meio do PROMIC – Programa Municipal de Incentivo à Cultura.

Formada pelos músicos Ale Donioli (guitarra), Diogo Burka (contrabaixo), Guilherme Benassi (bateria), Guilherme Imai (vocal) e Reinaldo Resquetti (trompete), a Sarará Criolo engrossa os naipes de instrumentos e os vocais para o show na Concha Acústica convidando artistas que são importantes na história da banda: Fabricio Martins (teclado), Gabriela Catai (backing vocal), Giovanna Correia (backing vocal), Marcelo de Siqueira (percussão) e Lincoln Rodrigues  (saxofone).

Todas as novas composições levam assinatura dos músicos da Sarará, à exceção de Resquetti, integrante recente da banda. Além deles, participam das criações autorais o ex-baixista Marcos Kirchheim e o antigo parceiro Marcos Mathias. Outros amigos, como o tecladista Robson Ganeo, contribuíram com alguns arranjos. A direção musical é de Ale Donioli, que também divide a produção com Julio Anizelli, do Plugue Estúdio, onde as faixas foram gravadas, editadas, mixadas e masterizadas. Caio Henrique Freitas ficou responsável pela coprodução. O disco vem sendo realizado ao longo dos últimos quatro anos de forma independente e agora recebe recurso pelo PROMIC para a finalização e para os shows de lançamento.

Neste tempo, o processo de trabalho foi sempre coletivo. “Eu fazia uma letra, mostrava para o Ale, ele trazia uma melodia. Cada um trazia um pouquinho, a gente ia misturando, trocando e o resultado final é o disco”, explica o vocalista Guilherme Imai, o Japa. “A gente trabalhou as composições em 2015, um ano antes de entrar em estúdio. Durante os ensaios a gente ia fazendo os arranjos e colocando as ideias em conjunto. O meu papel de direção musical foi organizar tudo”, completa Ale Donioli, responsável por gravar e editar, em 2015, as muitas versões que surgiam de cada canção no início da concepção.

O resultado deste encontro de influências fica evidente na sonoridade do disco. A característica, aliás, é própria da Sarará, que sempre passeou por vários universos da música brasileira, como o samba, o rock, o funk, o pop, elementos eletrônicos, sintetizadores, o reggae e o ijexá. “O Burka (baixista) define o nosso estilo como ‘brazuca groove’”, brinca Imai. “A gente nunca teve a preocupação de se rotular. No trabalho coletivo, cada um traz a sua experiência como músico profissional. Pessoalmente, eu gosto muito disso, dessa variação. Quando um trabalho é muito eclético, diverso, ele está em um limiar perigoso por ficar sem identidade. No caso do nosso disco é o contrário, essa diversidade é que faz a identidade da Sarará Criolo tão forte”, comenta Donioli.

O diretor musical também destaca que o disco traz como marca o fato de ser animado, dançante – isso ocorre mesmo com as duas baladas que compõem o repertório. “A gente teve a preocupação de deixar um instrumental bem presente para ele não ser simplesmente a base da voz”. Essa levada eletrizante casa-se com letras que transitam pelo cotidiano jovem. “Algumas são convites para dançar, se divertir, se mexer, outras chamam a galera para tomar uma atitude. A maioria tem a ver com relacionamentos amorosos”, explica o vocalista.

Circulação por colégios

No mês de fevereiro, a Sarará Criolo circulou por colégios de Londrina em shows para a comunidade escolar. Foi um lançamento não oficial, em que os músicos batiam um papo com os estudantes sobre profissionalização nas artes, o processo de produção das faixas, as inspirações das composições e apresentavam cada instrumento. Eles percorreram os Colégios Estaduais Antônio Moraes de Barros, Barão de Rio Branco, Dr. Willie Davids e Ana Molina Garcia.

A banda

A Sarará Criolo nasceu em 2005 nos corredores do curso de música da UEL com o nome “Cabeça de Nego”, referência à música e ao CD de João Bosco. Japa é o único integrante que permanece desde aquela época e migrou de guitarrista para os vocais após a saída de Jeferson Mendonça, primeiro vocalista e responsável por composições anteriores ao disco atual. O grupo passou por várias mudanças e por diversas formações até chegar à atual configuração.

Nos bares, casamentos e eventos empresariais – por meio dos quais galgaram a profissionalização ao longo da última década -, a Sarará ficou conhecida por suas versões suingadas de clássicos de Jorge Ben, Tim Maia, Seu Jorge, Natiruts, Paralamas do Sucesso, O Rappa, Wilson Simonal, Bezerra da Silva, dentre outros. Além de Londrina, já tocou para públicos do interior do Paraná, de São Paulo, de Santa Catarina e de Minas Gerais.

Renato Forin Jr./Asimp

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