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Saldo das operações foi 33% maior do que o registrado em 2019 e ficou acima da média nacional, que cresceu 22% no ano passado

As empresas paranaenses conseguiram uma liberação maior de recursos das instituições financeiras em 2020. O crescimento no saldo das operações foi de 33% em relação ao ano anterior. O resultado é maior do que a média nacional, que ficou em 22% de alta no mesmo período. Os dados divulgados pelo relatório de estatísticas monetárias e de crédito do Banco Central incluem tanto os recursos levantados em instituições financeiras quanto os concedidos por meio dos programas emergenciais de crédito do Governo Federal liberados em virtude da pandemia.

O crescimento é consequência da urgência das empresas por capital de giro para manter as portas abertas. “Os recursos foram principalmente para pagamento de despesas básicas, fornecedores e salários de trabalhadores, já que muitas tiveram suas atividades parcial ou totalmente interrompidas no início da crise e o faturamento ficou comprometido”, avalia o especialista do Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC) do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), João Baptista Guimarães.

Os números confirmam a percepção de que a necessidade de crédito no país é maior do que a oferta. “Pela grande procura das empresas, especialmente das indústrias que atendemos, e o esgotamento dos recursos disponibilizados no curto prazo, percebe-se que as novas linhas foram insuficientes para atender toda a demanda acumulada no período crítico”, reforça.

O aumento das consultas dos industriais pelo NAC no ano passado é consequência principalmente do lançamento das linhas de crédito emergenciais pelo Governo Federal, como o Programa de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e o Programa Emergencial de Suporte ao Emprego (Pese), ambas já encerradas. “Houve crescimento de 75% nos atendimentos da equipe no Paraná em comparação com 2019”, conta Guimarães.

Alguns setores da indústria tiveram interrupção total de suas atividades e por este motivo a busca por crédito ficou ainda mais acirrada. “Os recursos dos programas emergenciais foram fundamentais para preservar os empregos durante o período mais crítico da pandemia”, avalia. Segundo dados do Governo Federal, quase 517 mil empresas foram contempladas pelo Pronampe no Brasil, sendo que mais de 48 mil têm sede no Paraná.

O estado ficou com 9% ou R$ 3,4 bilhões do total de 37,5 bilhões liberados nesta linha. Já o Pese atendeu 132 mil empresas no país, com R$ 8 bilhões em créditos. Mais de 11 mil no Paraná foram contempladas, somando R$ 619 milhões em recursos emergenciais no estado. “Essas linhas emergenciais e outras medidas adotadas nos contratos de trabalho ajudaram as empresas a ganhar fôlego. Mas acredito que a demanda por crédito em condições diferenciadas deve se manter em 2021, principalmente para a retomada da economia”, conclui.

Patrícia Gomes/Asimp/Fiep

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