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O volume de vendas dos estabelecimentos comerciais de varejo paranaense na mensuração restrita no Estado – que não considera os ramos de veículos, motos e material de construção –, caiu 5,7% em agosto de 2015, na comparação com o mesmo mês de 2014, frente ao recuo de 6,9% na média nacional. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Os principais responsáveis por esse resultado foram os setores de livros, jornais, revistas e papelaria (-22,7%), móveis (-21,3%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-18,9%), eletrodomésticos (-13,9%) e tecidos, vestuário e calçados (-12,4%). 

No acumulado de janeiro a agosto de 2015, o comércio varejista paranaense recuou 0,9% frente ao decréscimo de 3% na média nacional. As principais contribuições positivas vieram dos ramos de móveis (-13,9%), livros, jornais, revistas e papelaria (-12%), tecidos, vestuário e calçados (-8,3%) e eletrodomésticos (-6,6%). 

No indicador acumulado em doze meses, encerrados em agosto de 2015, as vendas do comércio regional estagnaram 0% versus queda de 1,5% na média nacional. Os ramos que mais influenciaram negativamente nas vendas foram livros, jornais, revistas e papelaria (-14,7%), móveis (-10,1%), tecidos, vestuário e calçados (-6,1%) e eletrodomésticos (-5%). 

Na definição ampliada – que contempla, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e de materiais de construção – caiu 8,6% em agosto, recuou 7,1% no acumulado dos primeiros oito meses de 2015 e declinou 5,3% no acumulado em doze meses, terminados em agosto. No Brasil, o volume de vendas comercial mostrou variação negativa de 9,6% no mês, redução de 6,9% no acumulado do ano e recuo de 5,2% em doze meses. 

Para o economista Francisco José Gouveia de Castro, diretor do Centro Estadual de Estatística do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), os resultados do comércio varejista paranaense, em agosto de 2015, refletem as condições macroeconômicas nacional na esfera estadual. Ele explica que a escalada da inflação, juntamente com o aumento da taxa de juros e das expectativas negativas quanto ao futuro da economia, têm comprometido o poder de compra das famílias. 

“De fato, o ambiente desfavorável ao setor varejista reforça o enfraquecimento do mercado de trabalho, já que o comércio é o maior empregador da economia, inibindo a compra de produtos, ocorrendo uma espécie de círculo vicioso”, acrescenta Gouveia de Castro. 

AEN

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